Vettel critica F1 por aceitar dinheiro “impuro” ao ir a países onde é “errado correr”

Tetracampeão mundial, Sebastian Vettel reconheceu problemas de ter a Fórmula 1 correndo em países acusados de violações aos direitos humanos, e acusou a categoria de "não ter moral"

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Em dezembro, a Arábia Saudita irá sediar seu primeiro GP de Fórmula 1, no circuito de Jedá, e o evento vem levantando controvérsias desde que foi anunciado. Associações humanitárias se manifestaram, de olho na iniciativa do governo árabe de sediar a corrida como uma forma de ‘sportswashing’, ou seja, utilizar grandes eventos para gerar uma ideia positiva e equivocada do local, acusado constantemente de violações dos direitos humanos e perseguições a minorias. E, na contramão do que costumam fazer os pilotos, Sebastian Vettel se posicionou sobre o assunto.

O tetracampeão vem tratando de questões humanitárias ao longo do ano e até já havia tratado do assunto antes.

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“Nós vamos a muitos países e e muito do dinheiro que ganhamos, de certo modo, não é muito puro”, disse ao jornal New York Times. “É um assunto difícil de lidar, claro. Alguns países estão melhores do que outros nesse aspecto. Acho que de certa forma é errado irmos correr em certos países, pois, se você tem moral, apenas diz não. Mas financeiramente, claro, é um enorme incentivo para a F1”, opinou.

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Sebastian Vettel na Turquia, utilizando camisa em prol do meio ambiente (Foto: Aston Martin)

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Vettel costuma ser uma das vozes da Fórmula 1 em assuntos que não se relacionam diretamente às pistas, trazendo opiniões sobre ações ambientais e de direitos humanos, assim como o também veterano Lewis Hamilton. No entanto, o piloto da Aston Martin reconhece que não é possível a todos os trabalhadores envolvidos na Fórmula 1 se posicionarem, porque precisam garantir empregos e nem sempre podem escolher sobre determinada tarefa ou local.

“Onde isso leva os mecânicos, os engenheiros, os pilotos? Onde isso leva as pessoas que estão dispostas a trabalhar pela equipe e não podem escolher ou tomar decisões sobre aonde realizar esse trabalho? É difícil, eu acho. Como organização, acho que tem a ver com a responsabilidade que nós temos de crescer e ter consciência de que nossas ações têm responsabilidades. Seja sediando a F1, comandando uma empresa ou vendendo um produto”, encerrou.

Antes, a Fórmula 1 inicia rodada tripla com a primeira disputa no GP do México, neste final de semana, entre os dias 5 e 7 de novembro.

David Vidales quase decola e acerta Dino Beganovic. Os dois pilotos, da Prema, abandonaram em Monza (Vídeo: FRECA)

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