Sem condições de mostrar talento com Sauber à beira do caos, Nasr pressiona equipe e tenta garantir futuro na F1

Felipe Nasr não faz a melhor temporada do mundo. Seu nível de pilotagem, em geral, não tem sido alto. Mas mesmo quando foi, não conseguiu ir muito longe. A Sauber, que financeiramente estrebuchou e se salvou, tem um carro terrível e que coloca a carreira do piloto de brasileiro em risco. Felipe está pressionado e pressiona a Sauber para tentar salvar sua pele

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;

Relacionadas

O 2016 de Felipe Nasr é um tanto quanto definidor na carreira do piloto brasileiro. Pode representar um fim precoce e um tanto injusto ou a resistência de alguém que acabou perdido na bagunça de uma equipe que viu a morte de perto. Nasr encanta o mundo com suas pilotagens? Esse jamais foi o caso. Mas Felipe merece, sim, uma chance melhor de provar que deve estar na F1. A Sauber não o ajuda.

Depois de um rebote inesperado do triste 2014, o ano de estreia de Nasr, 2015, foi uma grata surpresa. O carro foi bem nascido e permitiu que Felipe se adiantasse e estreasse com um histórico quinto posto. Marcus Ericsson também marcou seus pontos e deram a sensação de que o futuro seria mais similar ao passado distante que ao ano recém-terminado.
 
Só que a situação financeira era calamitosa. As atualizações apareceram apenas na reta final da temporada, em Cingapura, então o time foi ficando para trás. O saldo, tanto para Nasr quanto para Ericsson, foi positivo. Nada que chamasse aos olhos, enquanto Felipe não conseguia se encontrar com os freios do time de Hinwil. 2015 terminou ruim, mas ainda nada como seria o ano seguinte.

O ano já começou com atraso na apresentação do C35 e salários que demoravam a ser pagos. Conforme os meses se alongavam em Hinwil e as pequenas reclamações por calotes dos patrocinadores se acumulavam, a única esperança dos pilotos era que o carro fosse bem nascido novamente. Mas a sorte não apareceu em dois anos seguidos. Não apenas o carro não era ruim, mas apenas um chassi estava pronto. E, por fim, a Sauber perdera o posto de principal parceira da Ferrari para a Haas.

Felipe Nasr vê futuro brilhante para Sauber após venda (Foto: Getty Images)
De lá para cá, praticamente só notícia ruim atrás de notícia ruim para os que esperam uma longa e vitoriosa carreira de Nasr na F1. Primeiro, sendo facilmente batido por Ericsson, culpou o chassi ultrapassado que usava. Uma vez que recebeu um dos novos, nivelou o confronto, é verdade, mas nunca deu um salto muito grande. As duas Sauber são constantemente batidas, seja em classificação ou em corridas, pela Manor.
 
Em 2014, é bem verdade, o time suíço experienciou um ano de nenhum ponto. Naquela ocasião, porém, ainda tinha uma mambembe Caterham para lhe fazer companhia na sarjeta vergonhosa do fracasso total. Mas a Caterham se foi, a Manor incorporou e, mesmo que ainda seja incapaz de viver na zona de pontuação, garantiu seu tento com o décimo lugar de Pascal Wehrlein na Áustria. A Sauber corre um risco real de terminar o ano como a única escuderia incapaz de marcar pontos na F1.
Nasr sabe que não fez o bastante na F1 para chamar a atenção de grandes equipes e que não tem garantia de mecenas tão bondosos assim. Quem sabe se o Banco de Brasil vai manter seu patrocínio para o piloto quando o contrato de dois anos vencer? Esteban Gutiérrez é um piloto pior que Nasr, mas tem por trás um caminhão aparentemente infinito de dinheiro do magnata das telecomunicações e seu compatriota, Carlos Slim. O grid vai ter suas mudanças, mais que nos últimos anos, mas as vagas que ele mira são, de fatos, poucas.
 
A própria Sauber, Renault e Williams são os alvos óbvios. Force India pode aparecer como uma opção, mas é difícil. Nico Hülkenberg fica, resta saber se com Sergio Pérez ou se o mexicano será atraído pela Renault. Mesmo caso com a própria Williams e Valtteri Bottas. Também esperando resultados, estão os veteranos Felipe Massa e Jenson Button. A partir do momento que uma dessas equipes confirmar alguém, as peças vão começar a cair como num cenário de xadrez. Mas, hoje, não dá para imaginar Nasr favorito em lugar algum.
Felipe Nasr durante primeiro treino da sexta (Foto: Getty Images)
Sua casa, a Sauber, é uma incógnita. Faria sentido manter Felipe para tentar entrar num novo período de vacas mais gordas, visto que não há ninguém tão exuberante inserido na F1 com disposição para assumir uma possível bucha de canhão que ainda é a Sauber. Os novos donos do grupo de investimento Longbow ainda são desconhecidos, porém, e não se sabe bem o que pensam.
 

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;

A Sauber é a melhor chance de Nasr. A própria Renault afirmou, semana passada, que quer pilotos habilidosos e carismáticos. Pode parecer besteira ou uma inserção sensacionalista tratar da personalidade de um piloto, mas muito claramente não é. É uma preocupação real das equipes, sobretudo uma equipe de fábrica com um teto tão alto. Nasr, que desculpe a sinceridade, não é carismático. Está longe disso. É uma figura pálida e que tem dificuldade de despertar qualquer tipo de sensação no fã médio da F1 mesmo quando está nervoso. Se fosse um super talento inconteste, seria uma história. Não é o caso.

É difícil imaginar que no resto de 2016 Nasr pare de fazer pressão na Sauber. E, pensando bem, nem deve. Na árdua luta pela sobrevivência na F1, Felipe precisa tirar o máximo que conseguir dos lentos carros da Sauber não só no volante, mas também nos bastidores. Numa equipe sem grana ou velocidade e com um carro mal nascido, o zelo por cada detalhe tem de ser perfeito. É só assim que terá uma chance.
 
E que tenha mais corridas como a da Áustria, por exemplo, onde não pontuou e foi bem. Precisa engatar uma boa sequência de atuações e se certificar de que seus patrocinadores fiquem por perto. Se fizer isso, terá seu nome como forte candidato a uma vaga em 2017. Se essa confluência de coisas não acontecer, é tchau e bênção.
 
PADDOCK GP #41 ABORDA F1, MOTOGP, OLIMPÍADA E MORTE DE CLAUSON

.embed-container { position: relative; padding-bottom: 56.25%; height: 0; overflow: hidden; max-width: 100%; } .embed-container iframe, .embed-container object, .embed-container embed { position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; }

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “8352893793”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 250;

fechar

function crt(t){for(var e=document.getElementById(“crt_ftr”).children,n=0;n<e.length;n++)if(child=e[n],e[n].id.substr(0,t.length)==t)return e[n];for(var c=0,n=1;nc&&(c=e[n].offsetWidth);return c>80?c:void 0}function rs(t){t++,450>t&&setTimeout(function(){var e=crt(“cto_ifr”);if(e){var n=e.width?e.width:e;n=n.toString().indexOf(“px”)<0?n+="px":n,cc.style.display="",s2.width=n,window.frameElement&&(s1.height=c2.offsetHeight+5+"px"),t=500,s1.width="100%"}rs(t)},200)}var c1=window.frameElement?window.frameElement:document.getElementById("crt_ftr"),c2=document.getElementById("crt_ftr"),s1=c1.style;s1.position="fixed",s1.bottom="-4px",s1.left="0px",window.frameElement&&(s1.height="0"),c2.style.textAlign="center",s1.zIndex="60000";var cc=document.getElementById("crt_cls"),s2=cc.parentNode.style;cc.onclick=function(){s1.display="none"};var t=0;rs(0);

var zoneid = (parent.window.top.innerWidth < 970) ? 302357 : 302359;
document.MAX_ct0 = '';
var m3_u = (location.protocol == 'https:' ? 'https://cas.criteo.com/delivery/ajs.php?' : 'http://cas.criteo.com/delivery/ajs.php?');
var m3_r = Math.floor(Math.random() * 99999999999);
document.write("”);

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!