Sem ‘efeito Brawn’, testes em Barcelona mostram forças tradicionais, mas abrem disputa entre ‘classe média’

Entre as coisas que não mudaram na F1 para 2017 está o trio que terá chances de vitória: Mercedes, Ferrari e – talvez – Red Bull aparecem como as únicas capazes de ganhar GPs em condições normais. Mas, abaixo das gigantes, há sete equipes, e boas candidatas ao posto de quarta força da temporada

A Mercedes continua excelente. A Ferrari parece melhor e mais consistente que no ano passado. A Red Bull ainda não encantou, mas tem pinta de estar escondendo o jogo. Na primeira semana de testes em Barcelona, a F1 já mostrou que não terá grandes novidades entre seus candidatos a vitórias. 
 
Não houve qualquer surpresa daquelas que causam um terremoto nas forças da categoria. Nada parecido com o que aconteceu há oito anos, quando, em outra temporada com mudanças intensas no regulamento, a novata Brawn GP rompeu a bolha das gigantes; o time acabou dominando o Mundial e conquistando o título com Jenson Button.
Mercedes segue no topo da lista de candidatas à vitória (Foto: Twitter/Sky Sports)

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A história – salvo uma surpresa de proporções semelhantes àquela – não se repetirá em 2017. Mas a temporada que se aproxima terá uma outra história, também interessante: a luta entre as equipes médias do grid começa com um bom número de candidatas e deve ser uma atração à parte no campeonato. 
 
A lista começa pela Force India, quarta colocada entre os construtores de 2016, que tenta manter a posição na hierarquia de forças da categoria. Na primeira semana de testes, o time de Vijay Malia foi discreto: Sergio Pérez e o recém-chegado Esteban Ocon não tiveram tempos particularmente bons, e o número de voltas completadas tampouco impressionou: foram 278 giros, dando à escuderia a sétima posição na lista, liderada pela Mercedes. 
 
A Williams, quinta no ano passado, teve apenas um dia completo de testes, e mostrou um carro bem nascido: Felipe Massa completou 103 voltas, ficou com o terceiro tempo na segunda-feira, e não testou mais. Tudo porque o novato Lance Stroll, de apenas 18 anos, teve dificuldades para adaptar-se em sua primeira semana, danificou o chassi do FW40 e abreviou a semana de testes. O desempenho do time foi promissor, mas o carro precisa de mais tempo de pista – e de menos incidentes com seu estreante – para evoluir. 
 
A novata no grupo das médias tem tudo para ser a Haas. A equipe norte-americana aponta como candidata a surpresa positiva, e agora tem uma dupla de pilotos mais consistente: Romain Grosjean, responsável por todos os 29 pontos da equipe na última temporada, ganha a companhia de Kevin Magnussen, que substitui Esteban Gutiérrez, demitido após um ano de resultados terríveis. Na primeira semana, os dois completaram 343 voltas, colocando a equipe no quarto lugar entre as que mais giros completaram. O carro também não teve grandes problemas mecânicos; o maior contratempo foi a rodada de Magnussen no primeiro dia. 
Renault é uma forte candidata a subir de patamar (Foto: AFP)
Outra candidata forte a subir de patamar é a Renault. Depois de um ano de reconstrução em 2016, a equipe da montadora francesa cresceu ao longo da semana de testes: depois de um início complicado, foi mostrando confiabilidade e também conseguindo bons registros. Foram 293 voltas completadas, apenas uma a menos que a Red Bull. Além disso, Jolyon Palmer fez o sexto melhor tempo de toda a semana, e Nico Hülkenberg, grande aposta do time, acabou em oitavo.
 

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Force India, Williams, Haas, Renault… Está faltando equipe nessa lista, não?
 
Sim. A McLaren apostava em sua parceria com a Honda para voltar a brigar por posições mais condizentes com a história do time. Mas, nos quatro primeiros dias de atividade, a equipe de Woking ficou bem longe do objetivo. Pelo contrário, tornou-se candidata a fiasco da temporada. Na lista de tempos da semana, Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne só foram melhores que a dupla da Toro Rosso e o mexicano Alfonso Celis, que paga para testar na Force India. A equipe também foi a segunda que menos testou (foram 208 voltas, contra 558 da Mercedes e 468 da Ferrari, por exemplo). Para completar, o motor Honda teve registrada a menor velocidade final de reta. 
 
Duas menores equipes do grid, Toro Rosso e Sauber tiveram uma semana bem distinta no circuito catalão. A filial da Red Bull foi quem menos aproveitou o início da pré-temporada: apenas 183 voltas completadas, tempos pouco animadores e problemas de confiabilidade aumentaram as dúvidas sobre o time. Repetir os 63 pontos conquistados na temporada passada já parece impossível de antemão. 
 
Já a Sauber, moribunda em todo o Mundial passado e com apenas dois pontos conquistados – com o nono lugar de Felipe Nasr em Interlagos – deu sinais de vida. Com Marcus Ericsson e o jovem italiano Antonio Giovinazzi, que substituiu o machucado Pascal Wehrlein, a escuderia suíça deixou uma boa impressão: foi a terceira que mais voltas completou (349) e alcançou, com seu motor Ferrari do ano passado, a maior velocidade final entre todas as equipes, 332,3 km/h. Uma evolução notável, mas que ainda parece insuficiente para aspirar a algo mais que chegadas eventuais aos pontos. 
 
Equipes tradicionais, novas forças, possíveis surpresas e fiascos. Enquanto a briga pelos primeiros lugares deve ter as caras de sempre, a “classe média” reserva uma temporada imprevisível.

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PADDOCK GP #67 RECEBE OZZ NEGRI E DEBATE TESTES DA F1 EM BARCELONA

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