Sergio Marchionne, 1952-2018

Sergio Marchionne, morto após um rápido agravamento no quadro de saúde, ficou marcado pela trajetória longeva no Grupo Fiat. Após anos como diretor executivo da empresa italiana, Marchionne assumiu também como presidente da Ferrari e participou ativamente do processo de reestruturação na F1

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Sergio Marchionne nasceu em 17 de junho de 1952 na pequena cidade de Chieti, localizada na região centra da Itália. Foi lá que Marchionne passou a maior parte da infância, até os 13 anos, quando se mudou com a família para o Canadá em Toronto. Apesar dos fortes vínculos com o país europeu, foi do outro lado do Oceano Atlântico que Sergio amadureceu e cresceu no ambiente dos negócios, rumo que um dia o levaria à presidência da Ferrari e da Fiat.

 
Depois de estudar na Universidade de Toronto e alcançar o bacharelado na área de comércio em 1979, Marchionne deu os primeiros passos na carreira profissional. Ao longo dos anos de 1980 e 1990, o italiano deixou cargos de contador para começar a atuar em cargos de gerência em empresas de ramos diversos. Foi só em maio de 2003 que a carreira de Sergio começou a se aproximar da paixão por carros, quando foi apontado como membro da mesa de dirigentes da Fiat.
 
A ascensão dentro da montadora italiana foi meteórica: já no começo de 2004 Marchionne assumiu como diretor-executivo da Fiat. Trabalhando ao lado do presidente Luca di Montezemolo, Sergio alcançou bons resultados financeiros e gerenciou o lançamento de modelos de carros de sucesso. As boas vendas do 500 permitiram um retorno ao mercado norte-americano. Esse crescimento nos Estados Unidos e no Canadá foi facilitado pela aliança com a Chrysler, marca comprada pelo Grupo Fiat em 2009.
Sergio Marchionne assumiu cargos de chefia na Fiat no começo dos anos 2000 (Foto: Wikimedia)

O começo dos anos 2010 seguiu positivo para o Grupo Fiat, mas as tensões internas eram um problema claro. Marchionne e Montezemolo, ainda diretor-executivo e presidente, tinham opiniões divergentes e uma relação deteriorada. Luca cedeu à pressão interna e abandonou o cargo de presidente tanto da Fiat quanto da Ferrari em setembro de 2014. Os cargos foram herdados justamente por Sergio, vencedor da queda de braço interna.

 
Como presidente da Ferrari, Marchionne participou do processo de reestruturação na F1. O presidente assumiu em um momento particularmente conturbado na categoria, com a escuderia sofrendo tanto com a introdução do regulamento híbrido quanto com a perda iminente de Fernando Alonso. O espanhol, apesar do status de estrela em Maranello, via maior chance de sucesso na McLaren, que seduzia com o projeto ao lado da Honda.
Sergio Marchionne (Foto: Ferrari)

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Sem Alonso, Marchionne recebeu Sebastian Vettel. Mas talvez o grande trunfo do presidente seja a chegada de Maurizio Arrivabene para assumir o posto de chefe de equipe. Com essas duas peças, a equipe que passou 2014 sem vencer um único GP começou a dar a volta por cima em 2015 e 2016, chegando à briga franca pelos mundiais de Pilotos e Construtores em 2017.

 
Além do sucesso da Ferrari, Marchionne agiu a favor de uma outra marca do Grupo Fiat. O retorno da Alfa Romeo ao grid da F1, consumada em 2018 através de uma parceria com a Sauber, era desejada desde o começo de 2016. O presidente imaginava que a presença no campeonato era importante para renovar a imagem da marca.
 
Com negócios bem encaminhados na F1 – tanto para Ferrari quanto para Alfa Romeo –, Sergio já estava pronto para abandonar os cargos de chefia no Grupo Fiat ao fim de 2018. A troca de chefia prevista para dezembro precisou ser antecipada para 21 de julho em caráter de urgência – um problema de saúde não revelado se agravou, exigindo o afastamento definitivo. Os cargos de presidente e diretor-executivo foram repassados respectivamente a John Elkann e Mike Manley.
 

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