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O ex-presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, morreu nesta quarta-feira (25), em decorrência de um câncer de pulmão. Italiano de Chieti, Marchionne tinha 66 anos e sofreu uma rápida piora no estado de saúde após uma cirurgia realizada no ombro.
A notícia do problema de saúde de Marchionne pegou a todos de surpresa. O procedimento ao qual se submeteu não era de alta gravidade. A forma repentina como a situação se desdobrou foi evidenciada em nota divulgada por John Elkann, trineto do fundador da Fiat, Gianni Agnelli, quando o afastamento de Marchionne foi confirmado.
"Fiquei profundamente triste ao saber do estado de saúde de Sergio. É uma situação inimaginável até horas atrás, que nos deixa com um senso real de injustiça"
Marchionne piorou substancialmente nas horas seguintes da cirurgia e entrou em coma até não resistir.
O anúncio da morte foi feito pela Exor, uma companhia que tem entre suas subsidiárias a Ferrari.
Em nota à imprensa, a EXOR afirma que recebeu a notícia da morte de Marchionne “com a maior tristeza”.
“Infelizmente, o que temíamos aconteceu. Sergio Marchionne, o homem e amigo, se foi”, disse Elkann. “Acredito que a melhor maneira de honrar a memória dele é construir a partir do legado que ele nos deixou, continuando a desenvolver os valores humanos de responsabilidade e franqueza dos quais ele era o mais ardente campeão”, seguiu.
“Minha família e eu serremos eternamente gratos pelo que ele fez. Nossos pensamentos estão com Manuela e os filhos dele, Alessio e Tyler”, declarou. “Eu gostaria de pedir a todos que respeitem a privacidade da família de Sergio”, concluiu.
Sergio Marchionne assumiu cargos de chefia na Fiat no começo dos anos 2000 (Foto: Wikimedia)
Funcionário da Fiat desde 2003, Marchionne assumiu a diretoria-executiva no ano seguinte e cresceu nos quadros até se tornar o presidente da companhia e da Ferrari em 2014, quando Luca di Montezemolo resolveu deixar ambos os cargos. Ele planejava a aposentadoria para o fim de 2018.
Sergio Marchionne deixa esposa e dois filhos.
Diretor-executivo da F1, Chase Carey lamentou a morte de Marchionne e prestou condolências à família.
“Nós estamos profundamente entristecidos com a morte de Sergio Marchionne”, disse Carey. “Ele era um grande líder não só para a F1 e o mundo do automóvel, mas para o mundo dos negócios em geral”, continuou.
“Ele liderou com grande paixão, energia e discernimento, e inspirou todos a seu redor. A contribuição dele com a F1 é imensurável”, frisou. “Ele era também um amigo verdadeiro para todos nós e sua ausência será profundamente sentida. Neste momento difícil, estendemos nossas mais profundas condolências à família dele, seus amigos e colegas”, completou.
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