Pérez diz que tinha chances de pilotar Mercedes em 2013 “se não fosse por Hamilton”

Sergio Pérez disse que era o piloto mais cobiçado da F1 em 2012 e que só não foi para a Mercedes porque Lewis Hamilton assinou antes

Sergio Pérez era considerado uma estrela em ascensão na temporada 2012 da Fórmula 1. O forte desempenho no segundo ano na categoria rendeu três pódios pela Sauber e o fez ser cogitado entre as melhores equipes do grid. O mexicano relembrou que esteve próximo de um acordo com a Mercedes para 2013, mas como Lewis Hamilton fechou com a equipe antes, as negociações não avançaram.

Pérez surpreendeu o público e as equipes com a performance em 2012, chegando até a brigar com Fernando Alonso pela vitória no GP da Malásia. Como estava no último ano de contrato com o time de Hinwil, ficou valorizado no paddock e já mirava uma transferência para uma equipe que o oferecesse condições de brigar por títulos.

Ao podcast Cracks, Sergio relembrou como estava a situação no mercado de pilotos à época. “Tudo aconteceu muito rápido. Eu era o piloto mais cobiçado do grid: geralmente, os jovens pilotos conquistam essa posição, e quando um jovem chega e obtém resultados rapidamente, todas as equipes o querem por conta do potencial”, explicou.

“Então, havia três opções diferentes de três grandes equipes, uma delas obviamente a Ferrari, porque cheguei à F1 por fazer parte da academia deles, e o lógico era seguir esse caminho, mas eles não podiam me oferecer uma vaga até 2014. Já estava desesperado, era jovem e já queria muito, era a melhor equipe para começar a lutar pelos campeonatos”, avaliou.

Sergio Pérez disse que era o piloto mais cobiçado do grid da F1 2012 (Foto: Sauber Motorsport AG)

E apesar dos fortes laços com a Ferrari, Pérez poderia ter assinado com a Mercedes para correr ao lado de Nico Rosberg em 2013. No entanto, Hamilton decidiu se transferir para a equipe alemã antes e acabou com qualquer chance do mexicano.

“De repente, a oportunidade surgiu, e jamais teria imaginado. Sempre pensei que havia duas equipes para as quais nunca pilotaria: McLaren e Red Bull, porque elas sempre têm os pilotos formados nas próprias academias. Então, a McLaren apareceu. Eles estavam receosos porque Hamilton estava saindo, e se ele não tivesse ido para a Mercedes, eu também teria a opção de ir para Brackley. Mas a equipe britânica me procurou com muita confiança e me ofereceu um contrato, e aceitei”, finalizou Sergio.

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