“Silêncio é problema”: Ricciardo pede que mais gente se manifeste em luta antirracista

Piloto pediu que, apesar de ataques nas redes sociais, aqueles que tem voz pública se manifestem, já que silêncio é problema

Poucos pilotos da Fórmula 1 se manifestaram de maneira contundente ao lado de Lewis Hamilton na luta antirracista. Dá para destacar dois: um deles é Daniel Ricciardo. O piloto australiano foi colocado na linha de frente da parte barulhenta e preconceituosa das redes sociais, mas aproveitou a oportunidade de falar sobre o assunto para pedir que mais pessoas públicas se manifestem.

A discussão, historicamente ignorada na F1, explodiu desde que o hexacampeão mundial juntou o dia a dia como atleta à luta antirracista de maneira firme, neste ano, após as manifestações que seguiram o brutal o assassinato de George Floyd, nos Estados Unidos.

Após se manifestar ainda antes da temporada começar, Ricciardo seguiu sem ignorar o assunto desde então. Tem andado pelo paddock, por exemplo, com uma máscara que estampa a palavra ‘igualdade’, numa cópia e homenagem à tenista japonesa Naomi Osaka. Não é ataque de rede social que vai mudar o curso das atitudes.

“Com as redes sociais, em geral, tento não ler muita coisa, porque 95% da resposta pode até ser positiva, mas o 5% negativo te irrita. Eles sempre estarão lá. Você nunca terá 100% de acordo, infelizmente não existe isso”, disse à revista inglesa ‘Autosport’.

Daniel aproveitou para se impressionar com a maneira como o mundo evoluiu neste aspecto. Apesar de alguma resposta negativa que ainda possa surgir, o mundo está muito mais aberto a dialogar sobre assuntos complexos.

Daniel Ricciardo se colocou claramente (Foto: Renault)

“Até só falar sobre o Black Lives Matter e fazer referência a uma pessoa preta como uma pessoa preta, dizer isso publicamente, certamente antigamente não havia possibilidade de fazer isso. Nem mesmo no começo desse ano”, afirmou.

“Então, começar a falar sobre essas coisas sobre as quais nunca falamos antes, seja racismo, questões de saúde mental ou assuntos assim, é um pouco assustador. Você precisa estar preparado para críticas ou, ao menos, uma resposta que não seja totalmente positiva”, seguiu.

“Mas se você acredita firmemente em alguma coisa, não vejo motivo para não falar sobre. Especialmente com racismo. O silêncio é um grande problema, assim como são as pessoas que se fecham muito confortáveis num casulo ao não tratarem do assunto. A questão é essa: eu encorajo você, caso tenha uma voz e ela seja positiva, deixe ser ouvida”, finalizou.

Ricciardo volta à ação no próximo fim de semana com o GP do Eifel, em Nürburgring.

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