Stroll relata ódio na imprensa e nas redes sociais: “As pessoas me destroem”

Lance Stroll não tem vida fácil quando o assunto é lidar com o público. O canadense relata ódio nas redes sociais, assim como críticas exacerbadas na imprensa a cada corrida ruim

Lance Stroll não se tornou um dos pilotos mais populares do grid da Fórmula 1. O canadense consegue resultados honestos, mas sem nunca se afastar da imagem de filho do bilionário Lawrence Stroll, dono da Racing Point. A família abonada permitiu uma carreira sólida, mas trouxe um problema junto: uma enxurrada de comentários negativos após cada erro na principal categoria do automobilismo. Ou, nas palavras do próprio Stroll, simplesmente ódio.

“Esse tipo de coisa sempre vai existir”, disse Stroll no podcast da jornalista Natalie Pinkham. “Acho que é simplesmente como as coisas são. Eu percebi isso um bom tempo atrás já. Cada um tem sua opinião e eu tento responder na pista. Eu fico na minha própria bolha e bloqueio a negatividade que vem de fora. Quando você é bem-sucedido em algo, buscando seus sonhos, você vai encontrar algumas pessoas que vão tentar te deixar para baixo. Eles estão encarando frustrações, estão com algum tipo de inveja e esse é o mundo em que vivemos”, comentou.

“Sempre vai ter um ruído vindo de forma, sempre vai ter alguma negatividade. Eu tento seguir positivo, ouvindo as pessoas ao meu redor. No fim das contas, é o que importa. Não dá para agradar todo mundo, ser o melhor amigo de todo mundo. Não funciona assim”, destacou.

Lance Stroll faz bom ano na F1, mas segue altamente criticado (Foto: Racing Point)

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Os problemas de Stroll vão além da esfera profissional. Relações que deveriam ser de amizades também ficam manchadas de acordo com a fase do canadense na F1.

“Muito cedo, lá no primeiro ano na Williams, as pessoas começavam a me destruir na imprensa cada vez que eu cometia um erro. Na minha vida também. Pessoas que não eram amigos de verdade, mas que viravam meus melhores amigos quando eu ia bem. Mesma coisa nas redes sociais. Quando vou bem, fica tudo quieto. Todo o ódio desaparece. Aí eu vou mal e tudo isso volta e recomeça. Eu percebi esse padrão bem cedo e, sendo sincero, você precisa rir disso. Se você não rir, a vontade é de chorar. Eu tento encarar isso de um jeito leve”, encerrou.

Stroll chegou na F1 através da Williams, necessitada do dinheiro da família bilionária. A fama nunca foi das melhores, mas ficou ainda pior quando o canadense foi para a Racing Point e tomou a vaga de Esteban Ocon para 2019. Situação parecida acontece em 2021: Lance vai manter a vaga na futura Aston Martin, isso enquanto Sergio Pérez ter contrato rompido para ser trocado por Sebastian Vettel.

Parte das críticas, entretanto, se dissipou após o GP da Itália de 2020. O canadense coroou uma temporada até aqui positiva com um terceiro lugar em Monza. Foi o segundo pódio na F1, mais de três anos após o primeiro, no GP do Azerbaijão de 2017.

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