Suspeito de ser mandante do sequestro da sogra de Ecclestone afirma que caso “foi uma grande farsa”

Jorge Eurico da Silva Faria, apontado como mandante do sequestro de Aparecida Schunck Flosi Palmeira, sogra de Bernie Ecclestone, afirmou em entrevista concedida à Record TV que o caso foi uma mentira. Segundo ele, o caso teria envolvido inquérito forjado. Por fim, preso indicou que a família sabia do sequestro

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O caso do sequestro de Aparecida Schunk Flosi Palmeira, que se desenrolou em julho de 2016, parecia resolvido há muito tempo, visto que os responsáveis pelo crime foram presos pouco após o acontecido. Mas um novo capítulo do caso do sequestro da sogra de Bernie Ecclestone foi revelado na noite deste domingo (17), quando a Record TV levou ao ar uma entrevista com Jorge Eurico da Silva Faria, tido como mandante do crime. O ex-piloto de helicóptero, que trabalhava para o então mandatário da F1, fez uma grave acusação: segundo ele, tudo não passou uma armação possivelmente arquitetada pela própria família da vítima.
 
A reportagem do programa 'Domingo Espetacular' entrou em contato com com Jorge Faria, que cumpre prisão preventiva em Itaí, no interior de São Paulo, desde agosto do ano passado. Durante a entrevista, ele afirmou que foi tudo uma farsa. "“Na realidade, há uma precipitação muito grande da polícia. Se você observar o inquérito, ele está todo ‘forjado’, na linguagem policial. Hoje, eu acho que tudo foi uma grande farsa. Por todas as evidências que estão dentro do inquérito."
 
Na sequência, ainda declarou que nada teve a ver com o caso e que foi apontado como mandante após um dos captores de Aparecida, Vitor Amorim, ser torturado durante a confissão dada para a polícia. “O Davi [Azevedo, outro possível captor] não me reconheceu [como mandante]. O Vitor me disse que não aguentava mais apanhar. Apanhou, tomou choques. Ele disse que tomou choques nas partes íntimas. Ele tinha marcas de queimaduras. Para se ter uma ideia, o Davi estava com uma perna quebrada porque tinha tido um acidente de moto. Os policiais eram todos 2×4 [altos e fortes]. Os policiais pulavam na perna dele quebrada dele”, disse.
Jorge Faria acredita que será condenado em primeira instância (Foto: Reprodução/Facebook)
Além de Jorge Faria, Amorim e Azevedo, Danilo Pereira França e Milton da Cunha [dois intermediários entre o apontado como mandante e os captores] foram presos. 
 
Jorge Faria, ex-presidente da Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero, também tem o nome envolvido em um caso de uma aeronave furtada que transportou drogas. A defesa alega que está havendo uma "antecipação da pena" e que o cliente já vivia em boas condições financeiras. O processo corre em segredo de justiça e o preso acredita que em breve será condenado em primeira instância.

“A Polícia pegou um quebra-cabeça e foi encaixando peças, mesmo que elas não encaixassem. Tem que encaixar”, disse. “Ela foi arrebatada na casa dela sem uso de nenhuma arma de fogo. Foi conduzida, segundo ela, deitada no banco traseiro e coberta. Eles [os possíveis sequestradores] me disseram que pararam com ela em uma farmácia para comprar o remédito que ela precisava tomar. Eles sabiam que ela tomava remédio e pararam em uma farmácia, com ela dentro do carro , sequestrada, para comprar remédio. Uma coisa assim meio absurda. Ela não ficou amarrada em momento algum no cativeiro.”

Na entrevista, Jorge Faria também deixa claro que acredita que Fabiana Flosi, a filha da vítima, o apontou como mandante do crime. A parir daí, segundo ele, passou a construir uma série de histórias que não se encaixavam, como por exemplo, um aviso por mensagem de celular de que não era para envolver a polícia, antes mesmo de ter sido levada pelos bandidos. 

Aparecida Schunck (à direita) e a filha, Fabiana Flosi, em Interlagos (Foto: Reprodução/Facebook)
Como se deu o sequestro da sogra de Ecclestone
 
GRANDE PRÊMIO confirmou o crime depois que a revista 'Veja' trouxe à tona o caso. Fontes policiais informaram que a história começara de fato na sexta-feira anterior com a invasão da casa de Aparecida no bairro de Interlagos — portanto em uma casa de alto padrão próximo ao autódromo — e que o grupo de criminosos deixou um bilhete no local com o seguinte pedido: € 28 milhões — cerca de R$ 100 milhões, e não R$ 120 milhões, como fora informado — que deveriam ser divididos em quatro sacolas.
 
Durante o fim de semana, os sequestradores utilizaram o cartão de crédito da mãe de Fabiana e permitiram que a polícia pudesse rastrear o paradeiro, além de averiguar que se tratava de um grupo sem experiência neste tipo de ação. 

Aparecida foi resgatada pela Divisão Anti-sequestro de São Paulo na noite do domingo (31), após ficar nove dias em poder dos sequestradores. A Divisão Anti-sequestro de São Paulo confirmou a libertação após tomar conhecimento do local do cativeiro de Aparecida. A idosa havia sido levada para Cotia, na região metropolitana de São Paulo. Durante o processo de resgate, dois sequestradores foram presos. 

Depois, foi a vez da polícia ir atrás de Jorge Faria, já apontado como o mandante do crime e com o nome ligado em um caso de aeronave furtada que transportava drogas. Duas semanas após o fim do sequestro, os dois considerados responsáveis pelo transporte de Aparecida foram presos. Durante o sequestro, os mandantes enviaram para Fabiana vídeos de decapitação e ameaçaram fazer o mesmo com Aparecida caso o resgate não fosse pago.

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