Testes de covid e coletivas limitadas: o protocolo da F1 para jornalistas em 2021

A edição 2021 do GP de São Paulo já começou bem diferente com as restrições impostas pela pandemia de Covid-19. Para os jornalistas, especialmente os que não são da TV, o grau de acesso aos pilotos foi bastante reduzido

As atividades de pista do GP de São Paulo só começam na sexta-feira (12), mas quinta-feira é, historicamente, uma espécie de dia sagrado para a imprensa especializada. É que é basicamente a única chance que os veículos têm de falarem com os pilotos antes do fim de semana e, mais do que isso, de coisas além da corrida de Interlagos. Em 2021, não é bem assim.

A explicação é a pandemia de Covid-19 que, por mais que já tenha vivido dias muito piores no mundo todo – e no Brasil não é diferente -, ainda assombra o paddock da Fórmula 1. Com o risco de contágio, mesmo entre pessoas vacinadas, as restrições são várias em relação a um fim de semana normal de cobertura.

E tudo começa bem antes de se chegar de fato à pista. Nunca antes foi preciso assinar tantos documentos, baixar tantos aplicativos, tudo para comprovar vacinação, testagem negativa para Covid-19 e coisas do tipo. Falando em testagem, é essa a primeira coisa que se faz quando se chega em Interlagos, seja imprensa ou membros das equipes. Charles Leclerc e Lance Stroll, por exemplo, estavam lá sendo testados ao mesmo tempo que eu e Fernando Silva, os repórteres do GRANDE PRÊMIO nesta cobertura.

Containers para testagem de Covid-19 (Foto: Fernando Silva/Grande Prêmio)

Seguindo o trajeto, a sala de imprensa: muito, muito mais vazia do que em qualquer edição recente da prova. Sim, ainda é quinta-feira, mas a sala costumava já ficar apinhada desde o início da tarde de quinta. Não foi assim em 2021, aliás, sequer tem como: há um distanciamento considerável entre as mesas que, este ano, são individuais. Por isso o número bem limitado de credenciais distribuídas para a imprensa.

Durante o dia, vai se notando como as coisas mudaram de 2019 para cá. O tal dia perfeito para a imprensa em geral só segue para a TV. Não há mais, por exemplo, a programação dos times que prevê que todo mundo tenha acesso aos pilotos, por 10 minutos que seja.

Geralmente, isso acontecia atrás dos boxes ou dentro do hospitality de cada equipe. O acesso mudou bastante, com o hospitality só sendo ocupado por membros de cada escuderia, mesmo no tradicional horário de almoço, que costumava reunir o pessoal nos principais times.

Max Verstappen atende imprensa: só a TV (Foto: Fernando Silva/Grande Prêmio)

Assim, o dia vira um mero atendimento dos pilotos às TVs. Mesmo a coletiva de imprensa, outra possibilidade de acesso para quem é de digital ou impresso, agora é feita em portas fechadas, remotamente, apenas com as estrelas da categoria na sala. Para falar com alguém, então, vai muito do humor de cada piloto após a coletiva e as entrevistas com as emissoras e, claro, da determinação dos times.

Em Interlagos, Yuki Tsunoda e a dupla da Ferrari pararam e conversaram por não mais que 5 minutos com alguns jornalistas de impresso e digital – inclusive com a dupla do GRANDE PRÊMIO. O GP também sondou outros nomes da imprensa internacional e apurou que isso não é exclusividade do Brasil e que já vem sendo um padrão da F1 desde o ano passado. E que, geralmente, são realmente só os pilotos da AlphaTauri e os da Ferrari que atendem.

Com possibilidades muito mais escassas de falar com pilotos, chefes de equipe e companhia, o trabalho da imprensa digital e impressa em Interlagos virou quase que o de um pivô de basquete: em busca de rebotes e segundas chances.

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