Transporte cancelado e novos prazos finais: como Pirelli lida com GP da China incerto

A Pirelli estava em vias de enviar os pneus para Xangai quando ouviu que o GP da China estava adiado e sem nova data. A fábrica agora espera um desfecho sobre a prova, mas cobrando decisão com quatro meses de antecedência

O GP da China está adiado, mas ainda sem data nova para acontecer. Enquanto a Fórmula 1 aguarda o desenrolar da epidemia do coronavírus, que tem o país asiático como epicentro, resta um clima de incerteza para equipes e pilotos. Resta também para a Pirelli, que precisou cancelar o transporte de pneus para Xangai e já não sabe ao certo como lidará com a alocação de compostos caso a prova de fato se confirme.
 
O adiamento do GP da China foi oficializado em 12 de fevereiro. A Pirelli já estava em vias enviar os pneus, originários de fábrica na Romênia. “A gente conseguiu parar os pneus antes de os colocar no navio, então os pneus agora estão na Pirelli. Estão na Romênia, produzimos os pneus lá”, disse Isola, chefe da Pirelli na F1, em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO.
 
“Nosso plano era mandar os pneus antes, mas nosso fornecedor conseguiu adiar o prazo final por mais algumas semanas. Nesse período ficou anunciado que a China foi adiada, então conseguimos parar os pneus. Eles agora ficam disponíveis, são pneus novos. Vamos usar para outra corrida. Se a corrida for remarcada, se seguirem em frente, podemos produzir novos pneus”, seguiu.
A Pirelli aguarda o desfecha da novela envolvendo o GP da China (Foto: Pirelli)

A F1 tenta encontrar novas formas de levar a corrida em frente. A alternativa mais popular é de aproveitar o espaço entre os GPs do Brasil e de Abu Dhabi, o que tornaria Xangai palco da penúltima prova do ano, em novembro. Nesse cenário, estuda-se a possibilidade de realizar um GP encurtado, com apenas dois dias de atividades de pista. Outra alternativa, esta mais remota, é esquecer a China e realizar uma outra prova em outra pista. Ímola já se ofereceu para receber o GP na data original, em 19 de abril.

 
As duas alternativas implicariam no mesmo resultado: a necessidade de repensar os pneus disponíveis. Caso Xangai deixe de receber o GP em abril e passe a receber em novembro, as condições climáticas mudam também, o que muda a necessidade de ter compostos mais duros ou mais macios. “Nós vamos fazer nossa avaliação dependendo de para quando remarcarem a corrida. Nesse momento não tenho como prever isso, mas as equipes podem mudar [os pneus selecionados]”, destacou Isola.
 
De um jeito ou de outro, a Pirelli determinou até quando pode ouvir uma decisão final a respeito da corrida. Para determinar quais compostos ficarão disponíveis aos times, o prazo da fábrica é de aproximadamente quatro meses. Ou seja, uma decisão a respeito de uma prova no fim de novembro precisa sair no máximo até o fim de julho.
A Pirelli precisa saber sobre o futuro do GP da China com 15 semanas de antecedência (Foto: Arnau Puig/Grande Prêmio)

“O prazo é o mesmo. A seleção de pneus, da nossa parte, acontece 15 semanas antes da corrida. Para as equipes, acontece 14 semanas antes da corrida. A gente precisa saber de acordo com esses prazos se eles remarcarem a corrida”, encerrou Isola, respondendo pergunta do GP.

 
Mesmo mantendo para 2020 os mesmos pneus de 2019, a semana é agitada para a Pirelli. A fábrica anunciou que vai testar compostos protótipo na segunda semana de testes em Barcelona. A decisão se deve à incerteza que é o GP da Holanda, com asfalto novo e uma curva final de 18 graus de inclinação.
 
O GRANDE PRÊMIO cobre AO VIVO, em TEMPO REAL e ‘in loco’ os testes de pré-temporada da F1 em Barcelona com o repórter Vitor Fazio. Siga tudo aqui.
 

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