Tribunal da FIA ouve nesta segunda-feira recurso da Red Bull contra desclassificação de Ricciardo na Austrália

O Tribunal Internacional de Apelação da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) ouve nesta segunda-feira (14) a defesa da Red Bull no caso da desclassificação de Daniel Ricciardo do GP da Austrália

O recurso da Red Bull contra a desclassificação de Daniel Ricciardo no GP da Austrália será ouvido nesta segunda-feira (14) pelo Tribunal Internacional de Apelação da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), em Paris. O australiano foi excluído da corrida em Melbourne, realizada em 16 de março, após a verificação técnica ter constatado que o fluxo de combustível do TRB10 #3 excedeu "consistentemente" o limite de 100 kg/h. Ricciardo perdeu o segundo lugar da etapa do Albert Park.

A equipe austríaca alega que enfrentou problemas com o fluxômetro durante todo o fim de semana e que os comissários da FIA foram avisados, tanto que, por conta de leituras diferentes, o sensor foi trocado entre os treinos livres e a classificação. Ainda, durante a prova, o time foi alertado pela FIA de que o fluxo estava fora do limite, mas os atuais campeões decidiram, então, usar seus próprios dados para a orientação quanto à taxa de fluxo do combustível.

Horner acompanha audiência na FIA (Foto: Getty Images)

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O caso será ouvido por cinco juízes: Harry Dujim, Rui Botica Santos, Philippe Narmino, Antonio Rigozzi e Jan Stovicek. O chefe da Red Bull, Christian Horner, o diretor-técnico Adrian Newey e o engenheiro-chefe Paul Monaghan são os representantes da esquadra dos energéticos em Paris. Charlie Whiting e Fabrice Lom, ambos comissários da FIA, também acompanham a audiência.

A concorrência também está nos bancos do Tribunal para seguir a defesa da Red Bull. Nick Chester, diretor-técnico da Lotus, e Alan Permane, também da equipe preta e dourada, além de Pat Symonds, diretor-técnico da Williams, e de Filippo Sappa, engenheiro da McLaren, e Evan Short, da Mercedes.

O recurso

A defesa da esquadra chefiada por Horner vai argumentar que a diretiva técnica emitida pela FIA quanto às leituras dos sensores não pode ser usada como motivo para a desclassificação, porque os documentos disponíveis não possuem valor normativo. E mesmo que a Red Bull tenha ignorado as instruções da entidade durante a prova australiana para reduzir a taxa de fluxo de combustível, a equipe afirmou que sua principal tarefa é não exceder os 100 kg/h, como diz o regulamento.

De acordo com Horner, o time fez exatamente isso. "Diretivas técnicas não têm valor regulamentar", disse o chefe da Red Bull em entrevista à revista 'Autosport'. "Na verdade, são opiniões do delegado-técnico, como ficou claro no caso do teste secreto da Pirelli com a Mercedes no ano passado. Nossa posição é a mesma da corrida: nós acreditamos que estava tudo dentro das regras e vamos provar isso. Nós cumprimos integralmente o Regulamento Técnico, no que diz respeito ao artigo 5.1.4", completou.

Horner ainda afirmou que a escuderia ficou sem outra opção durante a corrida a não ser ignorar as informações do sensor do fluxo de combustível em Melbourne. Se a Red Bull sair vencedora do caso, terá a chance de recuperar os pontos do pódio e vai pular para o segundo lugar no Mundial de Construtores. 

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