F1

Verstappen escapa de punição dos comissários e mantém vitória na Áustria

Depois de mais de três horas de indefinição sobre a punição ou não e até nota fake, Max Verstappen enfim pôde comemorar. O holandês foi absolvido pelos comissários a respeito da manobra de ultrapassagem sobre Charles Leclerc e confirmou uma vitória maiúscula diante da massa holandesa no Red Bull Ring

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Fim do suspense! Depois de mais de três horas de indefinição sobre o nome do vencedor do GP da Áustria de F1, os comissários da FIA optaram por manter o resultado e confirmar o maiúsculo triunfo de Max Verstappen neste domingo (30). 
 
O lance decisivo do GP da Áustria aconteceu na volta 69. Na curva 3, Verstappen colocou sua Red Bull por dentro e fez a ultrapassagem, mas não deu espaço para Leclerc se defender, com o monegasco tendo de passar fora da pista. Daí em diante, Verstappen abriu vantagem e cruzou a linha de chegada com 2s724 de frente para o monegasco. Festa nos boxes do Red Bull Ring, que viveu um clima de estádio de futebol com a enorme massa holandesa nas arquibancadas do circuito austríaco.

 
Os comissários de prova, liderados pelo lendário ex-piloto dinamarquês Tom Kristensen, chegaram à conclusão que foi um incidente de corrida. Assim, finalmente Verstappen pôde festejar de forma definitiva a grande vitória na casa da Red Bull. A Ferrari confirmou que não vai apelar da decisão.
 
Durante a quase interminável espera pelo resultado da investigação, houve até uma nota fake simulando um comunicado da FIA e enviada por um grupo de WhatsApp, que se espalhou como rastilho de pólvora pelas redes sociais ao redor do mundo, dando a informação falsa de que Verstappen seria punido em 5s, perdendo assim a vitória para Leclerc. Minutos depois, veio a confirmação da absolvição do holandês, que teve uma atuação de cinema na Áustria.
A manobra capital do GP da Áustria: Verstappen passa Leclerc para vencer no Red Bull Ring (Foto: Reprodução)
Pouco depois do fim da corrida, Leclerc falou que se sentiu prejudicado por Verstappen e reclamou que ficou sem espaço para se defender após a ultrapassagem. “Estou com raiva. Não sei precisar de dentro do carro se foi uma manobra justa, mas ainda precisamos assistir isso do lado de fora. Acho que há algo, mas vamos ver”.

Verstappen argumentou de forma contrária a uma punição e disse que a manobra é parte da natureza das corridas. "Disputa dura é assim, de outra forma é melhor ficar em casa. Se isso não for permitido numa corrida, não faz sentido estar na F1", completou.

O piloto foi defendido por Christian Horner, chefe da Red Bull, que exaltou seu talento e sua maturidade diante de uma atuação grandiosa na Áustria. “Que pilotagem... que pilotagem. Pensei que talvez pudéssemos pegar um pódio, mas a forma como ele reagiu e passou pelo pelotão e administrou os pneus foi demais. Ele se concentrou e pilotou com tanta maturidade, passou por Vettel, então Bottas e então Leclerc. Quando ele começou a ter parciais roxas nas voltas no fim da corrida, ele estava se aproximando cada vez mais. Não somos o carro mais rápido da pista, e aí você pensa: ‘Está acontecendo’”, disse.

Quanto à manobra em si, Horner entende que foi uma disputa de corrida. “Acho que ele deu espaço suficiente. Leclerc veio agressivamente, e o que você deveria fazer. Esses são dois caras do futuro e se você tirar a vitória de Max, vai estar roubando a F1. Precisamos de pilotos que lutem roda a roda e lutem uns com os outros”.
 
Vettel preferiu não se alongar sobre o tema, a não ser que entende que a questão deve ser decidida por quem já teve sua carreira nas pistas. “Não sou um grande fã de passar essas decisões para quem está sentado em uma cadeira. Isso não é a copa do jardim de infância. Eles deveriam deixar isso para os pilotos”.

Já Mattia Binotto, chefe da Ferrari, foi mais incisivo. “As regras são claras. É uma questão de causar a colisão e forçar o piloto a sair da pista. Confiamos nos comissários”, disse.
Documento da FIA confirma vitória de Verstappen e diz que episódio com Leclerc foi "incidente de corrida" (Foto: Reprodução)
Chefe da Mercedes, Toto Wolff preferiu ficar em cima do muro: “Não gostaria de estar no lugar dos comissários. Todos nós queremos ver boas brigas, mas a questão é onde está a linha, e aí é que entram o regulamento e os comissários. Difícil”, opinou.

A nova polêmica na F1 veio três semanas depois de Sebastian Vettel e a Ferrari criticarem a decisão dos comissários no GP do Canadá. Em Montreal, o tetracampeão liderava a prova, quando perdeu o controle do carro, escapou e teve de fechar Lewis Hamilton para evitar a perda da primeira posição. Os comissários de prova puniram o tetracampeão em 5s pela manobra. Vettel perdeu assim a vitória para Hamilton e protestou ao colocar a placa de segundo em frente ao carro do britânico. A Ferrari pediu revisão da punição, mas a decisão dos comissários foi mantida.
 


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