Vettel diz que “se há um legado para deixar na F1” é para si e “não para outros”

Sebastian Vettel foi bastante direto ao analisar sua carreira na F1 e o que pensa sobre o futuro. Mesmo com quatro títulos mundiais no currículo, o alemão de 32 anos entende que ainda precisa provar para si o que pode fazer no Mundial

Mesmo que tenha quatro títulos mundiais e que figure na terceira posição entre os pilotos que mais venceram na história da F1, com 53 triunfos – só perde para Michael Schumacher (91) e Lewis Hamilton (84) –, Sebastian Vettel entende que ainda precisa provar a si mesmo nos dias de hoje, pois acha que os sucessos do passado não o deixam menos ansioso por outro campeonato.
 
Depois de vencer as quatro taças pela Red Bull, entre 2010 e 2013, o alemão decidiu deixar a esquadra para defender a Ferrari, com a missão de tentar tirar a escuderia de uma fila de títulos que já dura mais dez anos. Desde 2015 vestindo vermelho, Sebastian foi vice-campeão duas vezes, em 2017 e 2018, mas acabou virando alvo dos críticos, devido aos muitos erros cometidos na briga com Hamilton. 
 
"É por isso que estou aqui, quero provar a mim mesmo que posso", afirmou Vettel em entrevista à publicação alemã 'Motorsport-Magazin.com'. "Essa é a coisa mais valiosa para mim. Você jamais consegue provar a si mesmo para os outros. É impossível, mas também não é relevante para mim", completou.
Sebastian Vettel (Foto: Ferrari)
"Eu nunca penso: já ganhei antes e não preciso mais", continuou. "Não acho que meus sucessos do passado vão me trazer sucesso no futuro. Ao mesmo tempo, sou privilegiado por ter estado naquela situação mais de uma vez e de ter sido capaz de provar a mim mesmo que podia bater os melhores, para me tornar um dos melhores."
 
"Mas eu não acordo toda a manhã pensando: 'Eu sou o melhor'. Eu sei que você pode ler sobre isso nos livros que dizem como você deve se sentir. Mas isso não funciona assim para mim", emendou o tetracampeão.
 
Vettel tem contrato com a Ferrari até o fim da próxima temporada, mas ainda não deu qualquer indicação sobre o futuro. Já a equipe italiana decidiu ampliar até fim de 2024 o vínculo com Charles Leclerc, o atual companheiro de equipe de Seb. Os dois viveram uma intensa batalha em 2019, que culminou em uma polêmica batida no GP do Brasil. Leclerc também terminou o campeonato à frente do alemão.
 
"E se há um legado que quero deixar para trás, é para mim e não o que pode significar para os outros. Eu faço isso por mim mesmo. E isso significa muito para mim, para a equipe e as pessoas ao meu redor e as pessoas que me apoiam", concluiu.

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