Vettel vence fácil GP do Japão. Alonso abandona e Massa volta ao pódio após dois anos

A liderança de Fernando Alonso no Mundial de F1 está, enfim, fortemente ameaçada. O espanhol deixou o GP do Japão ainda na primeira curva e viu a vitória de Sebastian Vettel reduzir sua vantagem para somente quatro pontos

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Largar na pole-position dá uma tranquilidade enorme a Sebastian Vettel. O atual bicampeão mundial deu, neste domingo (7), um importante passo rumo ao tri consecutivo na F1. De ponta a ponta e com direito a volta mais rápida — o chamado grand-chelem, segundo de sua carreira —, o piloto da Red Bull triunfou no GP do Japão e reduziu a vantagem de Fernando Alonso na liderança do campeonato para míseros quatro pontos.

O pódio da 15ª etapa do Mundial foi completado por dois pilotos que ainda não haviam terminado nenhuma corrida entre os três primeiros colocados em 2012. Felipe Massa, que largou em décimo, foi um dos destaques da corrida e terminou na segunda posição. Foi o seu primeiro pódio desde o GP da Coreia do Sul de 2010, há quase dois anos, e que pode ser fundamental para sua permanência na Ferrari na próxima temporada.

Em terceiro, chegou, enfim, Kamui Kobayashi. Em casa, o ‘mito’ da Sauber conquistou não só seu primeiro troféu em 2012, mas também de sua vida na F1. Resultado muito festejado pelos milhares de torcedores presentes ao circuito de Suzuka. O feito de Kamui recolocou o Japão no pódio na categoria máxima após oito anos — o último fora Takuma Sato, no GP dos Estados Unidos de 2004, na lendária Indianápolis.

Voltando a falar sobre Alonso, pela segunda vez no ano, o asturiano abandonou uma corrida, ainda na primeira volta. Em uma disputa com Kimi Räikkönen, o bicampeão do mundo levou a pior e rodou. Estava fora da corrida. O finlandês conseguiu seguir na disputa sem maiores problemas e terminou em sexto, atrás de Jenson Button e Lewis Hamilton. Kimi, a propósito, deixa o Japão como o único que cruzou recebeu a bandeirada quadriculada em todas as 15 corridas disputadas em 2012.

Bruno Senna teve uma atuação apagada neste domingo. Depois se envolver em um toque com Nico Rosberg na largada, que resultou no abandono do alemão, o piloto da Williams foi punido e não conseguiu reverter o início adverso. Após as 53 voltas, o brasileiro ficou só em 14º lugar.

► Vettel reduz vantagem de Alonso para quatro pontos. Confira classificação

Vettel entrou para o rol dos dez maiores vencedores da história da F1 (Foto: Red Bull/Getty Images)

Confira como foi o GP do Japão, 15ª etapa do Mundial de F1 de 2012:

A complicada primeira curva de Suzuka fez suas vítimas na largada do GP do Japão. Vettel largou bem e manteve a ponta. Kobayashi também foi bem e pulou para segundo. Aí vieram acidentes isolados. Ao passar pela curva 1, Alonso rodou sozinho, vítima do pneu traseiro esquerdo furado, e levou a pior. Segundos depois da largada, o líder do Mundial já estava fora do carro. Foi o seu segundo abandono em 2012. A sorte de campeão, que tanto o acompanhou neste ano, parece que começa a lhe virar as costas.

Metros à frente, Romain Grosjean voltou a ser Romain Grosjean. A suspensão de uma corrida após a trapalhada do GP da Bélgica não serviu para acalmá-lo. Pior para Mark Webber, que levou um totozinho do franco-suíço e ficou de frente para o pelotão. Nenhum dos dois abandonou, mas ambos precisaram passar pelos boxes para reparos. E não parou por aí, não. Tocado por trás por Bruno Senna, Nico Rosberg, sim, abandonou, pela primeira vez no campeonato.

Vettel não teve adversários desde a largada, bastante confusa em Suzuka (Foto: Red Bull/Getty Images)

Toda essa confusão provocou a entrada do safety-car. Com o pelotão alinhado, uma surpresa: Massa na quarta colocação. Contando com os toques que aconteceram a sua frente e com habilidade para evitar os problemas, ele ganhou seis posições. Jenson Button também foi bem, de oitavo para terceiro.

O carro de segurança permaneceu na pista por apenas dois giros. A relargada veio logo, bem como a punição aplicada pelos comissários a Grosjean. Um stop-and-go penalty de 10 segundos, prontamente cumprido.

Com Alonso fora da pista e Lewis Hamilton numa distante sétima colocação — o inglês foi ultrapassado belamente por Sergio Pérez —, Vettel já se via, nas voltas iniciais, numa excelente situação na corrida e no campeonato. O ritmo do alemão era forte: em 13 voltas, a vantagem para Kobayashi era de quase 8s.

As paradas de box tiveram início na 14ª volta. Button e Räikkönen inauguraram a janela. Kobayashi entrou na volta seguinte e, uma volta depois, foi a vez de Pérez. A Sauber passava a impressão de que não economizaria tanto assim os seus pneus, como de costume.

Quem parou cedo, não se deu bem. Kobayashi e Button ficaram presos atrás de Daniel Ricciardo. Na pista, Massa imprimiu bom ritmo e quando entrou nos boxes, na 18ª volta — junto com Vettel —, tinha uma vantagem suficiente para assumir o segundo lugar. Neste momento, Button informou a McLaren que tinha problemas de câmbio.

Ainda falando da rodada de pit-stops, Hamilton recuperou a posição de Pérez. O mexicano queria retomar, mas errou, sozinho, rodou e parou. Na caixa de brita, deu adeus ao GP do Japão bem antes do esperado.

Lembram daquele toque entre Senna e Rosberg? Então. Na 21ª volta, os comissários confirmaram um drive-through para o brasileiro. A situação, no entanto, não ficou muito clara, dada a escassez de replays da transmissão de TV.

Entre a primeira e a segunda rodada de pit-stops, a prova seguiu monótona. Com um bom ritmo, Vettel e Massa abriram para o restante, mas o brasileiro não se aproximou do alemão. Foi o inverso que aconteceu. Antes na casa de 10s, a diferença subiu para 15s.

Terceiro colocado, Kobayashi parou nos boxes pela segunda vez na 32ª volta. Retornou à pista em quarto. Button e Massa levaram algumas voltas mais para entrar: o inglês, na 36, o brasileiro, na 37. Mais um giro e foi a vez de Vettel. Como todos calçaram pneus duros, ficava evidente ali que as estratégias dos ponteiros seriam de duas paradas.

Faltando 15 voltas do fim, os cinco melhores eram Vettel, Massa, Kobayashi, Button e Hamilton. Completavam a zona de pontuação Räikkönen, Hülkenberg, Maldonado, Webber e Ricciardo.

Nas voltas finais, o rendimento da Sauber de Kobayashi caiu e o da McLaren de Button melhorou. A briga pelo lugar mais baixo do pódio era o que restava de emoção para o desfecho da corrida. Seria o inglês capaz de tirar Koba de seu primeiro pódio na F1?

Ao lado de Vettel, Kobayashi comemora pódio histórico diante da sua torcida (Foto: Red Bull/Getty Images)

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Enquanto os dois brincavam de gato e rato, Schumacher é que estava mais impetuoso tentando entrar no top-10. Para isso, precisava ultrapassar a Toro Rosso de Ricciardo. Não conseguiu, assim como Button também não conseguiu superar Kobayashi. Impulsionado não só pelo motor Ferrari, mas também pelos milhares de compatriotas que agitavam bandeirolas nas arquibancadas de Suzuka, Koba conteve o inglês. Primeiro japonês desde Aguri Suzuki, em 1991, a comemorar um pódio em casa.

Para caráter informativo, Maldonado, que mal apareceu durante a corrida, voltou a pontuar. Foram quatro pontos, os primeiros desde sua vitória no GP da Espanha, em maio.

A próxima etapa do Mundial de F1 acontece no próximo fim de semana, em Yeongam, na Coreia do Sul. Será a terceira edição da prova sul-coreana. As duas primeiras edições foram vencidas por Alonso (2010) e Vettel (2011), justamente líder e vice-líder do campeonato deste ano.

F1, GP do Japão, Suzuka, final:

 

 

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