Vitória merecida de Pérez e questionamentos na Mercedes: como foi GP de Sakhir

Sergio Pérez finalmente vence na Fórmula 1 e prova que Racing Point demitiu piloto errado. George Russell também brilha e inicia questionamentos na Mercedes

O GP de Sakhir, segunda corrida que aconteceu no Bahrein em 2020, foi bastante movimentado antes mesmo da largada. Lewis Hamilton testou positivo para o COVID-19, portanto não pôde participar do evento. Com isso, George Russell foi convocado para substituí-lo na Mercedes, abrindo espaço na Williams para Jack Aitken. Além disso, Romain Grosjean não pôde participar da corrida por ainda estar se recuperando do acidente da corrida anterior, e foi substituído por Pietro Fittipaldi.

Em relação à corrida em si, ela aconteceu numa configuração bastante rápida, com poucas curvas e longas retas, em um traçado com tempo de volta inferior a um minuto, o que complicou bastante as equipes com motores Ferrari. Dentre os destaques, tanto positivos quanto negativos, cito:

Primeira vitória de Sergio Pérez na Formula 1. E foi mais do que merecida, já que Perez vem fazendo um bom trabalho desde que ingressou na categoria. E seu primeiro lugar veio de uma maneira inesperada: logo na primeira volta caiu para a última posição após acidente envolvendo Charles Leclerc e também Max Verstappen. Além disso, estava correndo com um motor antigo, com perfil de desempenho mais baixo, e com um assoalho também antigo, em função do problema que teve na corrida anterior. Seu companheiro de equipe, Lance Stroll, também foi ao pódio, o que foi extremamente positivo para a Racing Point na busca pelo terceiro lugar no Campeonato de Construtores. A corrida deixou evidente, novamente, que a Racing Point fez bem de contratar Vettel para 2021… porém, dispensou o piloto errado.

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Sergio Pérez se emociona com a vitória no GP de Sakhir de F1 (Foto: Racing Point)

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Excelente fim de semana de George Russell. Não é nada fácil trocar de carros no meio de uma temporada, basta lembrar do fracasso que foi a participação de Fisichella na Ferrari quando substituiu Felipe Massa em 2009. E Russell não só conseguiu, muito rapidamente, andar forte com a Mercedes como também quase fez pole (Com tempo praticamente idêntico ao de Valtteri Bottas, que é extremamente forte em classificações mesmo frente à Hamilton) e dominou a corrida enquanto as coisas estavam sob seu controle. Infelizmente, por problemas externos (erro esquisito de pit-stop seguido por um furo de pneu), não pôde buscar a vitória, mas deixou excelente impressão na Mercedes. Certamente Toto Wolff está se perguntando se fez bem em renovar com Bottas… mas ao mesmo tempo, me questiono que tipo de conflito interno não aconteceria se Russell fosse companheiro de Hamilton na equipe.

Pietro Fittipaldi teve um desempenho bastante sólido durante o fim de semana. Cumpriu extremamente bem seu papel como substituto. Considerando que não disputava uma corrida desde o início do ano, fez um trabalho excelente nos treinos livres. Na classificação, como iria largar em último em função de mudanças no carro, acabou servindo como ajudante de seu companheiro de equipe, dando vácuo a Kevin Magnussen. E na corrida fez o que Günther Steiner pediu: completou a prova sem causar problemas. Pietro participará da próxima corrida, em Abu Dhabi, e creio que terá um desempenho melhor em relação a Magnussen já que teve tempo para desenferrujar e se adaptar ao fraco carro da Haas.

Primeiro pódio de Esteban Ocon. Não sou grande fã de sua pilotagem, mas fiquei feliz pelo seu resultado, definitivamente foi merecido. Não é fácil disputar contra Daniel Ricciardo e o segundo lugar de Ocon deve ter consequências importantes e positivas para a carreira do piloto, possivelmente estendendo seu período na Fórmula 1.

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