Webber diz que “guilhotina está pronta” para tirar Red Bull da F1, mas torce: “Espero que não seja usada”

Mark Webber é alguém que pode falar de Red Bull, tendo passado os sete anos que ficou por lá - incluindo quatro títulos mundiais. E ele vê o tempo se esvaindo para Dietrich Mateschitz achar uma solução. Para salvar Red Bull e Toro Rosso, talvez seja melhor aceitar um acordo menos que ideal para 2016

Quando se fala em Red Bull, é difícil encontrar um piloto que possa falar com mais propriedade que Mark Webber. Foram sete anos que o australiano passou no time rubro-taurino entre 2007 e 2013, saindo depois de um um ano conturbado com Sebastian Vettel. Longe da F1, Webber acompanha de longe o drama em Milton Keynes e espera que a guilhotina que está pronta para decepar a cabeça da Red Bull não seja utilizada.
 
Para ele, que foi parte de quatro títulos mundiais de Construtores, a equipe precisa entender que tudo está em posição para expurgar o time do Mundial. Sem a Renault e com toda a resistência de Ferrari e Mercedes, a Red Bull não apenas não tem um motor como tem cada vez menos tempo para buscar uma solução.
Webber conversa com a imprensa (Foto: Gabriel Pedreschi)
"A guilhotina está pronta, mas eu espero que não seja usada", disse. "Eu acho que a Red Bull fica na F1. Talvez em 2016 a solução não seja boa o bastante para lutar pelo título, mas ao menos os dois times poderiam continuar", avaliou em entrevista para a revista alemã 'Speedweek', pertencente à marca dos energéticos.
 
"Quem vai ser a parceira em termos de motor? Não tenho ideia. O maior problema é que agora o tempo está contra a Red Bull. Me sinto mal por Dietrich Mateschitz: não há nada tão ruim como uma situação que está fora das suas mãos", falou.
 
Webber assiste a tudo isso com uma situação maior em suas mãos – seu trio lidera o WEC com a Porsche por apenas um ponto de diferença a duas etapas do fim da temporada. É a maior chance dele ser campeão mundial desde os tempos em que era batido por Vettel. 

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