Wehrlein ignora críticos, defende ausência na F1 e indaga: “Se fosse só uma dor muscular, Sauber e Mercedes aceitariam?”

Pascal Wehrlein ignorou as críticas que recebeu por sua ausência nas duas primeiras provas na temporada 2017 da F1 e avaliou que as pessoas não deveriam tecer comentários sem conhecer a extensão de suas lesões. Germânico deixou claro que Mercedes e Sauber não compactuariam com sua ausência nos GPs de Austrália e China se ele não tivesse sofrido uma lesão importante

 
Pascal Wehrlein não deu bola aos críticos de sua ausência nas duas primeiras provas da temporada 2017 da F1. O germânico se lesionou em um acidente na Corrida dos Campeões em janeiro e acabou perdendo as provas de Austrália e China.
 
Por conta do acidente sofrido em Miami, Pascal ficou semanas sem treinar e avaliou que não tinha condições físicas de encarar uma corrida nos carros atuais da F1, que se tornaram mais exigentes após a mudança de regulamento.
Pascal Wehrlein volta às pistas neste fim de semana (Foto: Sauber F1 Team)

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De volta às pistas neste fim de semana no Bahrein, Wehrlein tratou de afastar os rumores e deixou claro que sua decisão de se afastar foi tomada em conjunto com Toto Wolff, chefe da Mercedes, e Monisha Kaltenborn, chefe da Sauber.
 
“Não ligo muito para o que os outros dizem”, afirmou Wehrlein. “Eles não sabem qual a minha situação e estão comentando a respeito”, seguiu.
 
“Para mim, foi a decisão certa e foi tomada junto com Monisha e Toto”, frisou. “O que os outros pilotos pensam, é um problema deles”, disparou.
 
“Se você não sabe qual a lesão que alguém sofreu, não deveria criticá-lo”, defendeu. “É bem simples. Se fosse só uma dor muscular ou algo assim, você acha que a Sauber ou a Mercedes aceitariam que eu não guiasse?”, questionou.
 
Wehrlein explicou que ficou quatro semanas sem poder treinar por ter fraturado três vértebras nas costas. Mesmo assim, o germânico não ficou completamente parado, já que fez trabalho de simulador com a Mercedes em Brackley e também com a Sauber em Graz.
 
Questionado se sua forma física era uma preocupação para a corrida deste domingo, Pascal respondeu: “Não, vou ficar ok”.
 
“É a minha primeira corrida neste ano e, normalmente, fica com fácil com quanto mais corridas você faz”, ponderou. “Acho que estarei bem no carro. Sem dor, o que é o mais importante. A pista também é bem plana, sem muitas ondulações”, concluiu.

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