Williams até evolui, mas segue dependente de boas performances de Russell em 2021

Depois de sofrer no fim do grid em 2021, a Williams conseguiu mostrar-se competitiva no GP do Bahrein, mas ainda precisa dos poucos brilhos de George Russell para sonhar com bons resultados enquanto Nicholas Latifi ainda sofre com o carro

Pela primeira vez na história, a Williams começou uma temporada da Fórmula 1 sem alguém da família que dá nome à equipe no comando. Agora sob a gerência da Dorilton Capital, o time parece ter maior investimento a ser favor para sair da inconveniente posição de pior posição do grid — como amargou nos últimos anos — e parece, pelo menos no GP do Bahrein, que mudanças significativas aconteceram.

Se você olhar para a classificação final da prova, não vai notar nada excepcional. George Russell foi o 14º de 16 pilotos que finalizaram a corrida em Sakhir. Nicholas Latifi não foi tão longe e abandonou na volta 51, mas também não saiu das últimas posições. Mas, então, o que nos faz pensar que a Williams deu um salto em relação a 2020? Bem, não era uma situação tão impossível de acontecer, convenhamos.

No último ano, o time de Grove terminou sem marcar pontos com Russell e Latifi. Ainda que o britânico tenha obtido alguns brilhos esporádicos em classificações, nas corridas o carro deixava a desejar e seus pontos foram obtidos quando correu pela Mercedes — quando Lewis Hamilton foi diagnosticado com Covid-19. A dupla de pilotos bateu na trave muitas vezes, com quatro 11º lugares, mas nada de pontos para a Williams.

George Russell fez um fim de semana decente no Bahrein (Foto: Williams)

Ainda que a equipe não tenha dado um passo tão significativo quanto a Alfa Romeo, que conseguiu até mesmo beliscar um espaço no Q3, a Williams já se coloca como superior à Haas de maneira inquestionável. Em que pese a rival com dois novatos e um carro instável, a Williams já mostrava ser mais equilibrada e minimamente competitiva ao longo dos testes de pré-temporada, com tempos razoáveis. Ainda é muito longe, sim, de um time que outrora brigava por pódios e vitórias. Até mesmo pontuar é um sonho distante atualmente, mas é possível acreditar se o carro continuar evoluindo.

Na classificação para o GP do Bahrein, Russell fez o que sabe de melhor com essa Williams: tirou um resultado além do esperado. No Q1, ficou com o 13º posto de maneira confortável e avançou à fase seguinte. Não conseguiu ir muito longe depois, largando em 15º, mas mostrou competitividade e tempos próximos aos de equipes como Alpine, AlphaTauri, Alfa Romeo e Aston Martin.

Latifi até que não fez feio, mas também pouco fez. Sair da lanterna do grid é muito pouco, mesmo para um piloto pagante de equipe fraca como ele, tendo o companheiro frequentemente avançando ao Q2. Ainda assim, o canadense conseguiu um respeitoso 17º lugar, à frente de Sebastian Vettel, e apenas 0s3 atrás de um espaço na parte intermediária da classificação.

Nicholas Latifi ainda parece distante de qualquer tipo de brilho na F1 (Foto: Beto Issa)

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Após a primeira corrida do ano, Russell admitiu que “infelizmente as coisas não mudam tão depressa na Fórmula 1″, mas já virou a chave para 2022, quando a categoria vai implementar novo regulamento, com muitas mudanças nos carros. Hoje, mesmo com o Dorilton Capital, a ordem interna é sobreviver e depois sonhar com voos mais altos. E a confiança para isso está depositada no britânico, ainda que seja especulado para uma mudança para a Mercedes no próximo ano.

Com poucos brilhos, George é a esperança da Williams em ver alguns poucos pontos. Enquanto Latifi segue sofrendo com o carro e não consegue se soltar da fama de “piloto pagante”, o britânico é quem carrega a equipe no colo com resultados e a faz parecer um pouco mais evoluída do que realmente é. As mudanças existiram, é verdade, mas pouco demais para conseguir sonhar alto.

Com um único piloto, a Williams fica limitada para voar alto, mas sabendo do talento de Russell é inegável que dá para imaginar um bom resultado em breve. Dependendo dos poucos brilhos dele, o time de Grove quer se recuperar. O primeiro passo já foi dado no Bahrein, deixou o fim do grid nos braços da Haas e de seus pilotos novatos. Se Latifi vai virar o jogo e se tornar a salvação, hoje não passa de sonho. No momento, é apenas um coadjuvante de Russell, o único capaz de brigar com o FW43B.

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