Williams mira “perfeição” após fim de semana frustrante no Bahrein: “Nunca é um só fator”
Chefe da Williams, James Vowles admitiu que chegou ao Bahrein otimista com a possibilidade de conseguir um bom resultado, mas lamentou os "muitos fatores" que atrapalharam Carlos Sainz e Alexander Albon
Jamew Vowles admitiu que tinha boas expectativas para a Williams no GP do Bahrein, realizado no último domingo (13), mas lamentou profundamente a sequência de acontecimentos que fizeram com que a equipe inglesa deixasse o circuito de Sakhir sem somar pontos. De acordo com o chefe da base de Grove, por causa da alta competitividade que existe no grid atual, é preciso “atingir a perfeição” a cada fim de semana na Fórmula 1.
Depois de avançar ao Q3 na classificação e conseguir uma boa oitava colocação no grid de largada, Carlos Sainz acabou não vendo a bandeira quadriculada no dia seguinte, já que um toque de Yuki Tsunoda danificou seriamente o sidepod do FW47 do espanhol, que teve de abandonar. Alexander Albon, por sua vez, partiu apenas da 15ª posição após uma trapalhada da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) no sábado e cruzou a linha de chegada em 12º.
“Infelizmente, um final decepcionante para o nosso fim de semana. Ao chegar aqui, eu tinha muitas expectativas. O carro estava rápido e passou pelos testes, mas não conseguimos entregar aquilo que queríamos ao longo dos últimos dias”, começou Vowles. “Se analisarmos bem de perto, não se trata apenas de um único fator. Nunca é apenas um fator. São muitos, e que se somam”, continuou.
“Mas aprendemos que, em um grid onde todos estão tão próximos, realmente precisamos atingir a perfeição se quisermos conquistar pontos”, acrescentou o chefe da Williams, antes de analisar especificamente a situação de cada um dos pilotos na pista bareinita.

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“Com Alex, infelizmente, na classificação, nada aconteceu como deveria. Não acertamos na volta de preparação dos pneus, pois os mesmos estavam frios. Mas além disso, a volta de [Nico] Hülkenberg que só foi deletada mais tarde nos tirou a chance de avançar ao Q3″, lamentou. “Tentamos uma estratégia diferente, prolongando o stint, e parecia estar funcionando muito bem. Os carros ao nosso redor também estavam nessa situação. Ao fazermos esse stint intermediário mais difícil, isso nos deu a oportunidade de usar os pneus macios até o final”, explicou o dirigente.
“Quando o safety-car entrou, a corrida acabou meio que sendo neutralizada. Pela posição em que estava, havia um grupo de carros na frente que ele simplesmente não conseguia ultrapassar mais”, continuou. “No caso de Carlos, ele foi muito bem no sábado, mas na corrida, logo após o toque com Tsunoda, a situação ficou pior, pois perdeu cerca de 1s em desempenho aerodinâmico. E não havia nada que pudéssemos ter feito”, resumiu.
“Mas a beleza do automobilismo é essa: todos temos fins de semana ruins. O que define uma equipe é como ela se recupera disso, aprende e segue em frente. Temos de provar isso em apenas uma semana, na Arábia Saudita. Estou ansioso. Ainda temos um bom pacote, e precisamos conquistar bons resultados”, encerrou o chefe da Williams.
A Fórmula 1 volta já de 18 a 20 de abril em Jedá, palco do GP da Arábia Saudita, quinta etapa da temporada 2025.
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