Wolff defende mensagem da Mercedes a Rosberg em Silverstone e pede revisão nas restrições de comunicação

Chefe da Mercedes, Toto Wolff insistiu que o time não quebrou as regras com a mensagem enviada a Nico Rosberg na reta final do GP da Inglaterra. Dirigente pediu que as restrições de comunicação sejam revistas para que tudo fique mais claro para equipes e pilotos

Toto Wolff segue firme na crença de que a Mercedes não cometeu nenhuma transgressão nas informações passadas a Nico Rosberg na reta final do GP da Inglaterra. O germânico recebeu uma punição de 10s da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), punição bastante prejudicial: assim, Rosberg perde a segunda posição para Max Verstappen, o que compromete ainda mais sua situação no campeonato.
 
No domingo (10), Nico sentiu um problema no câmbio e acabou sendo informado pela Mercedes sobre o que acontecia. Quase que imediatamente, a entidade que controla o esporte anunciou que a conversa seria investigada, e Nico teve de comparecer à sala dos comissários. Em seguida, a Mercedes informou que vai apelar da decisão.
Toto Wolff defendeu a mensagem enviada pela Mercedes (Foto: Mercedes)

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Na conversa, o engenheiro Tony Ross instruiu Rosberg a “evitar a sétima marcha”. O piloto, então, questionou: “O que isso significa? Preciso pular essa marcha?”.
 

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Ao que Ross respondeu: “Afirmativo. Você precisa pular essa marcha”.
 
No entender do chefe da equipe, a Mercedes não errou em sua interpretação do regulamento. Ainda assim, Wolff pediu uma revisão do código, já que é preciso deixar mais claro o que a equipe pode e não pode dizer aos pilotos.
 
“Nós dissemos que estávamos prestes a ter uma falha e queríamos comunicá-las, e não podíamos”, disse Toto. “Então talvez essas regras devam ser repensadas. Alto e claro entre a FIA e os times, para que possamos entrar em detalhes do que pode e o que não pode”, seguiu.
 
“Pois se é para não se comunicar, você pode simplesmente bloquear o rádio e tirá-lo do carro. Acho que isso é parte da pilotagem há muito tempo, mas isso deve ser discutido”, ponderou. 
 
Em sua defesa, Wolff chegou a citar o item número dois do regulamento que limita as comunições entre equipe e piloto.
 
“Vou ler o item número dois do reforço do artigo 27.1 no que diz respeito às ajudas aos pilotos. ‘A seguir, a lista de mensagens permitidas. Número dois: Indicações de um problema crítico com o carro, qualquer mensagem deste tipo só pode ser usada se a falha de um componente for iminente ou potencialmente terminal’”, citou. “Então, na minha opinião, esta foi a base da nossa decisão”, completou.


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