Wolff fala em “responsabilidade com esporte” e descarta descontrole dos gastos em disputa com Ferrari na F1
Chefe da Mercedes, Toto Wolff descartou iniciar uma guerra de gastos para se manter à frente da Ferrari na temporada 2015 da F1. Dirigente destacou que os times têm responsabilidade com o futuro do esporte
Separadas por 52 pontos na classificação do Mundial de Construtores, a Mercedes garantiu que não vai entrar em uma guerra de gastos com a Ferrari pelo título da F1.
Falando à publicação inglesa ‘Autosport’, Toto Wolff, chefe da Mercedes, afirmou que, em um momento em que a crise financeira afeta severamente o Mundial, o bom senso vai prevalecer.

Toto Wolff avaliou que os times têm responsabilidade com o futuro da F1 (Foto: Getty Images)
“Nós precisamos ser muito cuidadosos com o que nós gastamos. Precisamos ser razoáveis”, disse Wolff. “Todos na Ferrari e na Mercedes — e os outros times também — são conscientes de que não devemos deixar os custos saírem de controle e acabar em uma guerra de gastos”, continuou.
“Nós também vivemos na mesma realidade comercial e financeira e, por trás do time de corrida, nós seguimos um modelo de negócio sustentável”, defendeu. “É por isso que vai haver um limite natural de gastos, em relação ao quão longe iremos, e o mesmo se aplica aos outros times”, ressaltou.
Wolff ressaltou que a cúpula da Mercedes oferece diretrizes claras em relação ao volume de investimentos no esporte e a rentabilidade também é um fator importante na F1.
“Temos uma direção absolutamente clara vinda de cima e eu espero o mesmo da Ferrari, que vive a mesma realidade”, comentou. “Eles são parte de um grande grupo e, ao mesmo tempo em que a marca é importante, o limite é que a rentabilidade também é importante”, sublinhou.
“Se a F1 começa a te morder, este é o momento em que foi longe demais”, observou. “Nós estamos longe disso agora, mas precisamos manter isso me mente”, alertou.
Na visão de Wolff, para que a F1 tenha um futuro saudável, os times não devem perder o controle dos gastos com desenvolvimento.
“Não devemos esquecer da Red Bull, e também da McLaren com a Honda, que têm igual potencial, mas nós ainda não estamos lá”, falou Wolff. “Nós temos responsabilidade com o esporte e para além do nosso próprio negócio, isso precisa fazer sentido”, considerou.
“Nós precisamos ficar de olho na F1 e não deixar os custos escalarem. Isso é claro”, concluiu Wolff.
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!


