Tsunoda explica falta de ataque sobre Lawson em Baku: “Proteger Red Bull e Verstappen”

Yuki Tsunoda disse que pensou na Red Bull e achou melhor não atacar Liam Lawson na reta final do GP do Azerbaijão. Mas destacou que o sexto lugar, melhor resultado com a equipe, dá um ganho importante de confiança para a sequência da temporada 2025

Buscando desesperadamente uma forma de não perder a vaga na Fórmula 1 para 2026, Yuki Tsunoda conquistou o melhor resultado desde que se tornou piloto da Red Bull neste domingo (21), no GP do Azerbaijão. Sexto colocado, o japonês ainda poderia ter alcançado o top-5 caso conseguisse a ultrapassagem final sobre Liam Lawson, que nunca veio. No entanto, a própria estratégia do piloto interferiu na batalha, conforme explicado após a prova.

Tsunoda ficou na pista por um período maior de tempo que Lawson, que parou antes e voltou atrás do japonês na pista. No entanto, ao parar, Yuki retornou com pneus médios frios e perdeu a posição para o neozelandês, que passou a ser pressionado — já que os compostos da Red Bull foram gradativamente pegando temperatura, enquanto os duros da Racing Bulls perdiam rendimento.

Assim, a pressão de Tsunoda sobre Lawson ficou evidente, mas atraiu a chegada de carros como Lando Norris — que aparecia logo a seguir — e Lewis Hamilton. Com isso, Yuki explicou que decidiu não atacar para proteger as pretensões da Red Bull no campeonato. E ainda deixou claro que vê Max Verstappen em condições de buscar o título mundial.

“Gostei [do resultado], com certeza. O segundo stint foi muito difícil para mim, especialmente com a McLaren atrás e pensando no Mundial — tanto o de Construtores quanto o de Pilotos, por Max”, disse Tsunoda. “Tive muitas oportunidades de mergulhar e atacar Liam, mas havia um risco ainda maior de que a McLaren passasse os dois ou ficasse logo atrás de mim”, explicou.

Tsunoda segurou pressão de McLaren e Ferrarii para terminar em sexto (Foto: Red Bull Content Pool)

“Então, como Red Bull, você não quer isso. Acho que tomei a decisão certa em não atacá-lo, e também não tinha ritmo suficiente para ultrapassar confortavelmente”, admitiu.

Apesar de terminar atrás do piloto que foi substituído por ele na Red Bull, Tsunoda demonstrou felicidade com o rendimento e admitiu que recebeu uma injeção de confiança para o futuro. O japonês explicou que tentou adaptar algumas coisas que Verstappen estava fazendo ao volante e viu a execução acontecer na pista. Agora, porém, precisa manter a linha de evolução se quiser sonhar em seguir na equipe para 2026.

“É algo que me dá mais confiança para o futuro”, avaliou. “Fizemos algumas mudanças no carro que receberam apoio da equipe, e também consegui boas tentativas em simulação de corrida. Vi que Max estava fazendo algumas coisas de forma diferente e tive a ideia de traduzir algumas”, detalhou.

“Senti algo de bom nisso, mas levar à pista é outra história. Acho que estou conseguindo dar muitos passos e estou feliz por ver evolução. O ritmo era bom desde o simulador. Não é o nível que eu quero, mas acho que as mudanças do carro me ajudaram muito. Mas também algumas pequenas coisas no meu estilo de pilotagem, que foi ajudado por essas alterações. É continuar fazendo isso e crescer mais”, finalizou Tsunoda.

Com o GP do Azerbaijão finalizado, a Fórmula 1 terá um fim de semana de descanso até a próxima etapa da temporada. Carros e pilotos voltam às pistas entre os dias 3 e 5 de outubro, para o GP de Singapura, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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