Herta detalha adaptação à F2 e desafio com “fator crucial”: “Diferente de tudo que fiz”

Colton Herta analisou diferenças entre Indy e Fórmula 2, pontuou comportamento dos pneus e projetou etapas de Miami e Canadá

Colton Herta pontuou algumas dificuldades durante o início de sua trajetória na Fórmula 2. Entre tantos fatores de adaptação à categoria de base da F1, o norte-americano destacou a abordagem dos pneus e que ainda trabalha para conhecer as pessoas do paddock, apesar de considerar que foi muito bem acolhido.

“Bem, essa é provavelmente uma das maiores partes: o aprendizado. Quando entro em um paddock da Indy, conheço provavelmente 90% das pessoas que estão lá. Você se sente muito confortável nesse ambiente. Aqui, não conheço ninguém. É muito diferente”, admitiu Herta em entrevista à revista norte-americana Racer.

“Já trabalhei com alguns caras do paddock da F1, seja do lado da Honda, da Indy ou até anteriormente, quando estive na Europa. Mas ainda há muita gente, quase todo mundo, que não conheço. Obviamente, os vejo na TV, ouço falar deles em comunicados de imprensa ou notícias, mas é tudo muito novo para mim”, acrescentou.

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Colton Herta (Foto: Fórmula 2)

“Mas tudo tem sido positivo. Todos têm sido muito amigáveis comigo. Definitivamente me sinto bem-vindo”, completou.

Herta apontou que a forma de trabalho na Fórmula 2 é bastante parecida com a da Indy, mas que o estilo de pilotagem é bem distinto. Um dos pontos centrais é a questão dos pneus que, de acordo com o norte-americano, funciona de forma muito diferente entre as categorias.

“No que diz respeito à forma como trabalhamos e preparamos os carros, na verdade é muito semelhante. A parte da pilotagem é que é bem diferente do que estou acostumado, pois é um carro muito distinto nesse sentido. Mas, quanto ao modo como se corre, é muito parecido”, comentou.

“Não quero me aprofundar muito nisso porque existem coisas muito específicas nos estilos de pilotagem que ajudam a tirar velocidade do carro e que eu não gostaria de falar em público. Mas, sim, é muito diferente”, continuou Herta.

Colton Herta (Foto: Fórmula 2)

“A forma como você prepara o pneu para uma volta, por quanto tempo ele permanece eficiente e o desgaste são fatores cruciais, e muito diferentes do que eu tinha anteriormente. No geral, acho que a Hitech fez um ótimo trabalho ao me preparar para tudo isso através do simulador e dos dados”, pontuou.

Apesar de continuar o processo de adaptação à F2, Herta está empolgado com as etapas de Miami e Canadá. O piloto acredita que, em rodadas com as quais todos estão menos familiarizados, pode estar mais próximo dos rivais.

“Vai ser uma adaptação. É uma transição e ainda será, mas estou ansioso por etapas em que tudo é novidade e estaremos começando do zero”, finalizou.

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