Drugovich celebra pontos na Inglaterra após sofrer com nova embreagem da MP

Final de semana teve brasileiros disputando Fórmula 2, Fórmula 3, DTM, Nascar e W Series. Além de Felipe Drugovich, confira tudo que foi falado pelos atletas nacionais ao longo dos últimos dias no esporte a motor

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O final de semana do automobilismo reservou disputas a diversos brasileiros, que estiveram na pista ao longo dos últimos três dias se destacando nas mais variadas categorias do esporte a motor. Felipe Drugovich, líder da Fórmula 2, garantiu uma distância de 42 pontos para o segundo colocado, Théo Pourchaire, após mais uma etapa de sucesso em Silverstone.

O brasileiro — que completou a corrida 1 na quinta posição e a corrida 2 no quarto lugar — destacou que não tinha treinado com a nova embreagem do carro da MP, o que trouxe um desafio a mais durante o GP da Inglaterra. Ainda assim, conquistou dois bons resultados e se mantém firme na caminhada rumo ao título da F2.

“Hoje foi um dia relativamente difícil também”, admitiu Drugovich. “Meu carro estava com uma embreagem nova, o que fez com que eu perdesse referência, já que não pude treinar este procedimento e a largada do sábado foi em movimento. Recuperei uma posição no final. Não foi o ideal, foi um final de semana difícil, mas consegui pontuar bem e agora vamos focar na próxima etapa”, finalizou.

Drugovich superou falta de intimidade com nova embreagem para somar pontos em Silverstone (Foto: Dutch Photo Agency)

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No mesmo campeonato, Enzo Fittipaldi viu os pontos escaparem na última volta, após terminar no pódio na corrida 1 e ganhar algumas posições na largada da corrida 2. Andando em sétimo, Enzo viu o desempenho cair após a troca dos pneus macios pelos duros e foi perdendo posições, até que se viu em 11º lugar na última volta — a primeira posição fora da zona de pontuação.

“O final de semana foi bom, mesmo saindo sem pontos hoje”, começou Fittipaldi. “Consegui meu segundo pódio na categoria e mostrei um bom desempenho. Infelizmente, o carro perdeu desempenho após o pit-stop, mas ainda assim fiquei próximo do top-10. Vamos trabalhar para seguir pontuando nas próximas etapas”, disse Enzo.

Após garantir o primeiro pódio, Fittipaldi passou muito perto de pontuar novamente na F2 (Foto: Dutch Photo Agency)

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Caio Collet brigou até o fim pelo pódio em Silverstone após largar no quarto lugar e perder três posições ainda na primeira curva, mas a recuperação não foi o suficiente. O brasileiro até conseguiu ocupar a terceira colocação, mas perdeu uma posição para Oliver Bearman no fim e acabou mesmo fora do pódio. Com o resultado, o piloto da Alpine Academy entrou no top-10 da classificação na F3 e passou a ser o oitavo colocado.

“Foi um fim de semana sólido, hoje a gente não tinha muito ritmo para atacar os dois primeiros e foi uma pena escapar o pódio no final, mas desde o começo estávamos sofrendo um pouco”, admitiu Collet. “Agora voltamos para o top-10, demos um bom passo, posso dizer que conseguimos o objetivo de ser competitivos na corrida principal. Falta um pouco para brigar pelas vitórias, mas evoluímos”, completou.

Mesmo com a perda do pódio no fim, Collet entrou no top-10 da F3 após Silverstone (Foto: Dutch Photo Agency)

Na Nascar Xfinity Series, Miguel Paludo realizava uma recuperação sensacional, saindo do 25º lugar e ocupando a sétima posição no último segmento, mas um acidente — com o qual o brasileiro não teve nada a ver — pôs tudo a perder. Buscando um lugar entre os dez primeiros, Paludo via seu ritmo acontecer na mesma toada dos cinco primeiros, o que fez o piloto do Camaro #88 sonhar com uma posição no top-5.

E ela estava vindo, com Paludo escalando o pelotão a cada segmento e aproveitando os momentos certos para ir aos boxes. No entanto, um acidente logo à frente do brasileiro deixou o carro de Sammy Smith atravessado na pista — e Miguel não teve tempo de desviar. Com fortes danos no capô, Paludo precisou abandonar a corrida.

“O fim de semana foi muito bom e o ritmo de corrida foi satisfatório”, disse o brasileiro. “O Noah e o Allmendinger, que são dois caras muito rápidos, estavam atrás de mim e não conseguiram me passar. E eu consegui passar dois competidores muito rápidos, o que nos deixou com ritmo de terminar entre o sexto e a sétima colocação. Consegui poupar bem os pneus, uma característica minha e senti que conseguia recuperar bem”, afirmou.

“Passei o primeiro acidente no susto, mas no segundo não tinha o que fazer e isso acabou com o dia”, admitiu. “Segundo os cálculos do time, era para retornar em sétimo e conquistar um top-10 certo, com chances de top-5. Estava virando tempo de classificação no fim da prova, com o pneu usado. O ritmo que faltou nos treinos pela adaptação ao carro e especialmente nas freadas nós conseguimos na prova. Mas infelizmente acabou com um acidente de corrida que fugiu do controle. A próxima etapa é em menos de um mês e estou empolgado”, encerrou.

Miguel Paludo — no carro laranja — conseguia um excelente resultado, mas uma batida encerrou o conto de fadas (Foto: HHP/Harold Hinson)

Na W Series, Bruna Tomaselli sofreu com problemas na parte elétrica do carro nos treinos para o GP da Inglaterra, e a Racing X não conseguiu resolver o defeito até a classificação. Com isso, a brasileira saiu do 14º lugar e teve que buscar uma corrida de recuperação, ganhando três posições para finalizar com a 11ª colocação em Silverstone — em dia de mais uma vitória de Jamie Chadwick.

“Meu objetivo aqui em Silverstone era me posicionar melhor no grid. Infelizmente, não foi possível e eu sabia que era tudo ou nada”, admitiu. “Entre zerar nos pontos tentando e zerar fazendo uma corrida conservadora, eu prefiro tentar. É claro que eu queria, pelo menos, ter pontuado. A corrida foi movimentada lá atrás, e quando consegui passar a Tereza [Babickova], eu já estava bem longe do outro pelotão”, lamentou.

“Eu me mantive na briga para ficar entre as dez primeiras”, destacou. “É claro que meu objetivo era sair daqui com muitos pontos acumulados, pelo menos, repetindo o que fizemos em Miami. Mas, não foi isso que aconteceu e pelo cenário que tivemos, o prejuízo não foi dos piores”, finalizou Bruna.

Tomaselli sofreu com o carro na classificação, mas subiu de rendimento na corrida e passou perto dos pontos (Foto: W Series)

Por fim, Felipe Fraga teve um dia inesquecível no DTM ao vencer a corrida 2 de Norisring, conquistando sua primeira vitória na categoria ao dominar a disputa da pole e vencer de ponta a ponta. Aniversariante do dia, o piloto da Red Bull AF Corse precisou se defender dos ataques de Mirko Bortolotti, da GRT, mas superou o rival com um rápido pit-stop no fim para assegurar seu primeiro triunfo.

“Eu dei a vida até os pit-stops, forcei muito”, disse Fraga após a vitória. “Tentei parar de olhar para o espelho, porque Bortolotti não me deixava respirar. Mas na parada eu acho que criamos uma boa distância, e a partir daí foi mais tranquilo. Foi uma corrida perfeita, muito importante para o time também. Tivemos tantos problemas e tantas coisas acontecendo, mas hoje o melhor foi que eles foram uma grande parte dessa vitória”, celebrou.

“Eu sempre lutei por uma chance na Red Bull, a grande, e esse ano eles me deram essa oportunidade”, ressaltou. “É muito especial para mim simplesmente estar aqui, lutando com esses caras. E quando você consegue vencer uma corrida assim, é um objetivo de vida. Estou muito feliz. Eu assistia ao René [Rast] na época que Augusto [Farfus] estava no DTM, e é um prazer para mim poder lutar com esses caras e vencer a corrida, então no fim estou muito orgulhoso”, finalizou.

#74 no topo e fim de jejum de 9 anos do Brasil no DTM (Foto: Red Bull Content Pool)
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