Drugovich reage em Mônaco, mas ainda tem duro desafio: superar Zhou internamente

Felipe Drugovich superou os resultados ruins da primeira etapa da Fórmula 2, andou bem nas ruas de Mônaco e foi duas vezes ao pódio. Agora, novamente na briga, precisa superar um complicado adversário para sonhar com o título: o companheiro Guanyu Zhou

Quando a Fórmula 2 saiu do Bahrein, Felipe Drugovich tinha apenas dois pontos em três corridas disputadas. Com apenas o 9º lugar conquistado em um das provas, viu o companheiro Guanyu Zhou mostrar bom desempenho e assumir a liderança do certame. Depois de Mônaco, porém, a sensação é de virada no campeonato, com dois pódios e atuações seguras.

O começo do fim de semana em Monte Carlo não foi dos melhores para o brasileiro. Apesar do bom rendimento no treino livre, não encaixou boa volta na classificação e ficou com a 9ª posição. Por mais que isso significasse um espaço na primeira fila do grid para a corrida 1, também era a prova de que a corrida 3 seria ingrata. Ambas, porém, renderam pódios. E poderia ter sido mais, mas uma equivocada estratégia da UNI-Virtuosi o tirou da disputa na segunda prova.

Drugovich começou o ano como um dos principais nomes na briga pelo título, mesmo que o grid da Fórmula 2 possua bons nomes promissores. Sem apoio de uma academia de equipe da F1, o desafio de chegar à maior categoria do automobilismo parece ingrato, mas isso não o impede de brilhar. A bela ultrapassagem sobre Robert Shwartzman na corrida 3, quando saiu de 9º para 3º mostrou que há talento de sobra.

FELIPE DRUGOVICH; UNI-VIRTUOSI; MÔNACO;
Felipe Drugovich em ação nas ruas do Principado (Foto: Formula Motorsport Ltd./Uni-Virtuosi)

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A evolução de Felipe é notável. Em sua segunda temporada na F2, ainda não venceu, como fez três vezes em 2020, mas isso é questão de tempo. Depois de destacar na modesta MP Motorsport, foi para a forte UNI-Virtuosi. Com melhor carro e mais chances de brigar pelo título, o brasileiro está em ótima posição para se fazer presente aos dirigentes da Fórmula 1. É preciso, no entanto, passar pelo adversário mais complicado que existe: o companheiro de equipe.

Guanyu Zhou é piloto da academia da Alpine. O chinês disuta a terceira temporada na F2, sempre pela UNI-Virtuosi. Depois de ser 7º e 6º, agora lidera o torneio. Em 2021, conquistou mais vitórias do que nos anos anteriores na categoria, mostrando que evoluiu como piloto e que pode ser uma ameaça para os adversários na briga pelo título. Se Drugovich quer sonhar com título, o primeiro passo é vencer essa batalha. E não será fácil, com certeza.

Com a melhora de Zhou nos últimos anos, o brasileiro vai encarar um complicado adversário. Para piorar, a temporada da Fórmula 2 não ajuda muito em 2021, com um calendário com menos etapas, mas maior número de corridas — 24, no total. A maior parte, porém, em circuitos de rua, com exceção de apenas três rodadas triplas: Bahrein, Silverstone e Monza. Classificações serão, em muitos casos, mais importantes que corridas. Por isso, Drugovich precisa ser superior ao chinês em todos os pontos possíveis e minar a desvantagem pouco a pouco, além de ficar de olho nos rivais.

Em um campeonato tão rápido e equilibrado como a Fórmula 2 em 2021, Drugovich precisa comemorar a retomada apresentada em Mônaco. Agora é entrar de vez na briga pelo título, mas para isso acontecer, superar o forte companheiro de equipe é mais do que necessário, é obrigatório.

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