Vesti só tem modo ataque à disposição para final da F2 após vitórias ruírem feito areia

Ninguém venceu mais que Frederik Vesti na Fórmula 2 2023. Foram cinco idas ao degrau mais alto do pódio, mas o piloto da Prema viu a vantagem ruir como um castelo de areia por conta de erros bobos, e nem mesmo triunfos nas duas últimas corridas do ano bastam para ser campeão sem depender de uma combinação de resultados

Ninguém na Fórmula 2 venceu mais que Frederik Vesti até o momento na temporada 2023. Foram três conquistas nas corridas sprint e duas em provas principais, mais valiosas, mas nada disso foi o bastante para deixar o dinamarquês ao menos próximo do principal adversário na briga pelo título, Théo Pourchaire. A situação atual, na verdade, deixa o piloto da Prema com apenas uma opção para Abu Dhabi, no próximo final de semana: ataque.

A questão é que nem mesmo vitórias nas últimas duas corridas da temporada assegurariam o título ao integrante da academia da Mercedes sem depender de uma combinação de resultados. Pourchaire vai para a decisão com 25 de frente em 39 possíveis, e isso após ter vencido apenas uma vez no ano. Só que a experiência falou mais alto na hora de gerenciar o jogo da F2, enquanto Vesti acabou sucumbindo a uma sucessão de erros — dele e da Prema.

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O melhor momento na temporada foi após a rodada da Áustria, quando conseguiu abrir 20 pontos para Pourchaire. Na Inglaterra, porém, o castelo de areia começou a ruir: Vesti levou a pior em uma batida tripla na corrida principal e viu a vantagem despencar para seis pontos.

Na etapa seguinte, na Hungria, o pódio o ajudou a dar uma respirada, só que a etapa da Bélgica foi um desastre completo: no domingo, com a pista traiçoeira por conta da chuva, bateu quando ainda levava o carro para o grid. Nem sequer largou. E como ‘desgraça pouca é bobagem’, já diz o ditado, a poderosa equipe italiana fez um pit-stop de total amadorismo na Holanda, devolvendo Vesti à pista com dois pneus mal colocados. O abandono veio em seguida.

Vesti bateu quando se dirigia ao grid e nem largou na corrida 2 da F2 na Bélgica (foto: reprodução/F1 TV)

Frederik voltou a vencer na última etapa realizada na temporada, na sprint da Itália, mas já era tarde demais para chegar em Abu Dhabi numa posição melhor. Para completar, houve mais um abandono na prova de domingo, enquanto Pourchaire atingia o décimo pódio do ano em Monza.

É impossível cravar que tudo está perdido para o dinamarquês, claro, mas alguns lances após a Inglaterra indicavam também que o psicológico de Vesti já estava comprometido — a afobação para cima de Roman Stanek ainda na primeira volta da corrida principal italiana, por exemplo, resultou em mais um abandono bobo. E num campeonato com tantas possibilidades, consistência é fundamental para se manter no topo.

O #7 da Prema pecou justamente no item mais importante na Fórmula 2, enquanto Théo dominou. Mas a primeira coisa que Frederik tem de fazer agora é o que melhor conseguiu em 2023: vencer. Colocar-se à frente do rival da ART para que a pressão esteja sobre ele — lembrando ainda que o #5 vem de um vice-campeonato. Parece fácil falando, mas considerando o histórico, é a parte menos complicada. Difícil mesmo será torcer pela queda de alguém que foi cirúrgico até aqui.

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