Boschung aposta em patrocínio para ter vaga na F1: “Sucesso na F2 pode aumentar chance”
Ralph Boschung saiu de Jedá na liderança da F2 2023 e já vislumbra a chance de brigar por uma vaga na F1. E o suíço garante que dinheiro não seria problema
Ralph Boschung está tendo um início de temporada dos sonhos na Fórmula 2. Depois do pódio duplo na rodada de abertura, no Bahrein, com direito a vitória na sprint, o suíço saiu de Jedá na liderança do campeonato e já vislumbra a possibilidade de brigar por uma vaga na Fórmula 1. Patrocínio, aliás, não seria problema para isso, garantiu o piloto.
Em sua sétima temporada na categoria, Boschung subiu ao lugar mais alto do pódio pela primeira vez após 96 corridas disputadas. O piloto disse ao site Total-Motorsport.com que um bom ano na F2 pode aumentar suas chances de ser promovido à elite do automobilismo mundial e sempre vai acreditar enquanto houver uma chance, ainda que remota.
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“Sempre disse que enquanto estiver na F2, vou acreditar [que há uma chance], mesmo se for extremamente baixa”, frisou Boschung, destacando, em seguida, que dinheiro não seria problema numa eventual briga por um assento na classe.
“Sei que ter um grande apoio pode ser de muita ajuda para conseguir um assento na F1. Posso dizer isso com confiança, tenho um montante muito grande dos meus dois patrocinadores”, salientou. “Claro, se eu tiver um ano muito bom na F2, as chances podem aumentar um pouco mais, mas, sim, enquanto estiver neste paddock, vou acreditar nisso”, completou.
Ano passado, apenas Logan Sargeant conseguiu entrar no grid da F1 2023, na Williams. Felipe Drugovich, o campeão da classe, foi para a reserva da Aston Martin, mas não é a primeira vez que o vencedor fica a pé no ano seguinte: Oscar Piastri também se viu sem lugar para correr na temporada posterior à sua conquista, em 2021, e só agora estreou na F1.
Já o campeão de 2019, Nyck de Vries, procurou um caminho alternativo e foi para a Fórmula E. Outros pilotos da F2 também optaram por sair da rota natural da F1, como Callum Ilott, Marcus Armstrong e Christian Lundgaard, todos na Indy atualmente.
Boschung garantiu que nenhuma porta está fechada, embora admita que não se vê competindo em carros esportivos. “Definitivamente não tenho interesse [em carros esportivos], não é uma opção para mim.”
“Sempre tive interesse na Indy. Gosto dos Estados Unidos também. Fórmula E, também acho legal, pode ser um campeonato interessante, e o Endurance é muito interessante, com tudo o que acontece por lá com os construtores. Então, não fecharia nenhuma dessas portas. Mas, definitivamente, carros esportivos eu nunca faria”, concluiu Boschung.
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