Mercedes confirma entrada na F-E a partir da temporada 2019/2020 e anuncia saída do DTM depois de 2018

A Mercedes optou por reformular sua presença no automobilismo. A marca confirmou a já cogitada presença na F-E, ao mesmo tempo que abandona o DTM, campeonato em que os prateados tiveram grande sucesso

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A Mercedes mergulhou de vez no automobilismo elétrico. A marca alemã confirmou nesta segunda-feira (24) a entrada na F-E a partir da temporada 2019/20. Mas isto vem a um preço: enquanto concentra esforços no certame elétrico, os alemães se despedem do DTM, o campeonato alemão de turismo.
 
A novidade vai de acordo com um “reposicionamento estratégico” da Mercedes. A marca comemora que vai estar presente tanto na F1, o pináculo do automobilismo, onde levou três títulos seguidos, quanto na F-E, categoria apontada como o futuro do esporte e da indústria automotiva.
 
Ao longo de 26 temporadas no DTM, a partir de 1988, a Mercedes alcançou grande sucesso. Foram dez Campeonatos de Pilotos, 13 Campeonatos de Equipes. Até aqui, foram 183 vitórias e 128 poles.
A Mercedes reformulou sua presença no automobilismo (Foto: Xavi Bonilla / Grande Premio)

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"No automobilismo, como em qualquer outra área, queremos ser o ponto de referência no segmento premium e explorar novos projetos inovadores”, disse Toto Wolff, chefe da Mercedes dentro do automobilismo. “E a combinação de F1 e F-E oferece tudo isso. A F-E é uma nova aventura, que oferece um novo formato, combinando corridas em um evento que possui uma identidade muito forte e que promove tecnologias atuais e futuras”, seguiu.

 
“A energia elétrica é algo que está acontecendo no mundo dos carros de rua, e a F-E oferece aos fabricantes uma plataforma interessante para levar essa tecnologia ao público. Por isso, é um campeonato diferente de qualquer outro. Estou satisfeito em termos decidido por entrar somente na temporada 2019/2020. Isso nos dá tempo para entender corretamente a categoria e nos preparar para estrear no caminho certo", completou.

Da parte da F-E, a notícia é motivo de comemoração. Alejandro Agag, chefão do certame elétrico, exaltou a importante presença da Mercedes no campeonato.

"Hoje é um dia excelente, pois damos as boas-vindas à Mercedes na família F-E, que vai aumentar o número crescente de fabricantes que se juntam à revolução elétrica", afirmou Agag.
Para competir na F-E, a Mercedes abandona o DTM (Foto: Mercedes)

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"Este passo mostra o quanto o mundo está mudando, não apenas no automobilismo, mas em toda a indústria automotiva. Estamos testemunhando uma transformação que mudará as cidades e as nossas estradas. A F-E é o campeonato que incorpora essa mudança. E, junto com as equipes e fabricantes, continuaremos fortalecendo a tecnologia, melhorando os carros e os tornando mais acessíveis", completou.
 
A retirada do DTM traz uma grande preocupação sobre o futuro da categoria, que já sofreu uma queda de 25% do grid do ano passado para o desta temporada. Agora com 18 carros no grid, o campeonato alemão de turismo pode perder a Audi, que foi à reunião da FIA para saber como serão os motores da F1 a partir de 2021. A montadora das quatro argolas vai assumir o controle da equipe Abt na F-E. A BMW, a terceira montadora do DTM, é parceira da Andretti na série de carros elétricos.
 
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