Ainda imbatível, Da Costa garante pole do segundo eP de Berlim. Di Grassi é 6°

António Félix da Costa foi nada menos do que 0s4 mais rápido do que o resto na classificação para o segundo eP de Berlim, virando favorito para vencer dois ePs seguidos na Fórmula E

António Félix da Costa deixa claro sempre que pode: o bom momento não é obra do acaso. O português, que abriu a maratona de corridas em Berlim com vitória dominante, indicou que tem grandes chances de repetir a dose nesta quinta-feira (6): o português foi nada menos do que 0s4 mais rápido e garantiu a posição de honra no segundo eP em Tempelhof.

Sébastien Buemi chegou a indicar que poderia desafiar Da Costa, ainda mais depois de fazer o melhor tempo na primeira fase da classificação. Só que o suíço fraquejou na hora da verdade, sendo 0s417 mais lento. Alexander Lynn surgiu em terceiro, fazendo trabalho notável com uma Mahindra pouco empolgante.

FÓRMULA E; BERLIM; ANTONIO FÉLIX DA COSTA;
António Félix da Costa é pole. Mais uma vez. (Foto: DS Techeetah)

Nyck de Vries surgiu em quarto, repetindo a atuação positiva de 24 horas antes. Robin Frijns surgiu em quinto, isso enquanto Lucas Di Grassi acabou com o sexto melhor tempo, sendo o lanterninha da superpole.

Para os outros dois brasileiros, a sessão foi de resultados tímidos. Felipe Massa voltou a ser superado pelo companheiro Edoardo Mortara e acabou com o 18° melhor tempo. Sérgio Sette Câmara progrediu um pouco em relação ao dia anterior e se aproximou de Nico Müller, mas foi o 21° mais rápido. Os compatriotas ganham uma posição cada no grid, já que Alexander Sims troca de bateria e cai para último.

Os pontos de bonificação da pole-position levam Da Costa a 100 no Campeonato de Pilotos. Já são 44 pontos de vantagem sobre Mitch Evans, um vice-líder cada vez mais exposto. O piloto da Jaguar larga apenas em 16°.

Saiba como foi o treino classificatório para o segundo eP de Berlim

Grupo 1: Da Costa, Evans, Sims, Vandoorne, Günther, Bird

Como de hábito, a classificação começou sem pressa alguma dos pilotos para ir à pista, com temperatura e aderência longe do ideal.

Stoffel Vandoorne foi o primeiro a deixar a garagem, mas esperando o máximo possível para tal. O belga conseguiu um tempo aparentemente decente, de 1min07s292. Isso até António Félix da Costa repetir o que já fora visto um dia antes: uma volta próxima da perfeição, de 1min06s791. O português foi nada menos do que 0s357 melhor do que o segundo colocado, Sam Bird. Maximilian Günther, Vandoorne, Alexander Sims e Mitch Evans fecharam o sexteto, todos com tempos que quase inviabilizavam a ida à superpole. Para Sims, com punição de 20 posições por troca de bateria, era garantia de largada em último.

Sébastien Buemi tentou, mas não conseguiu superar António Félix da Costa (Foto: Fórmula E)

Grupo 2: Lotterer, Di Grassi, Buemi, Mortara, Vergne, De Vries

Os seis levaram ao limite a máxima de retardar a saída dos boxes. Todos saíram com pouco mais do que 90s restando.

Nyck de Vries foi o primeiro passando pela linha de chegada, sendo pior apenas que Da Costa. Parecia um bom começo, mas aí Sébastien Buemi acabou com a brincadeira: o suíço conseguiu 1min06s779, superando o português por 0s012.

Os outros pilotos do grupo também conseguiram bons tempos, mas não brilhantes. Lucas Di Grassi foi quarto, com Jean-Éric Vergne em quinto. Esses tinham chances de superpole, mas precisando de um pouco de sorte. Quem estava definitivamente fora era Mortara, sétimo, e Lotterer, nono.

Grupo 3: Rowland, D’Ambrosio, Frijns, Calado, Abt, Massa

O terceiro grupo começou com uma mudança de comportamento. Quarto dos seis pilotos optaram por sair dos boxes relativamente cedo, com mais de dois minutos restando no cronômetro. Oliver Rowland e Daniel Abt foram os primeiros, apostando que a pista já estava aderente o suficiente.

Rowland fez um bom trabalho com pista livre, subindo para o que era a quinta posição. Virou sexto após uma volta surpreendente de Robin Frijns, que subiu para terceiro. Os dois tiraram Vergne e Bird da briga pela superpole. Os outros do grupo ficaram devendo: D’Ambrosio foi 13°, Massa foi 16°, Abt foi 17° e Calado foi 18°, também conhecido como último.

Existe alguém capaz de derrotar António Félix da Costa? (Foto: Fórmula E)

Grupo 4: Rast, Turvey, Müller, Jani, Lynn, Sette Câmara

Oliver Turvey foi à pista ainda mais cedo, com três minutos restando. Dessa vez, optando por fazer volta de aquecimento antes de pisar fundo. Quem foi direto para a parte que importa foi Sérgio Sette Câmara: o brasileiro mostrou evolução e se aproximou do tempo do companheiro Müller, mas ficou atrás.

A surpresa definitivamente foi Alex Lynn: mesmo com uma Mahindra menos competitiva do que em temporadas passadas, o britânico anotou o terceiro tempo e tirou Rowland da superpole. Turvey fez um bom trabalho, considerando a ruindade da NIO, e surgiu em 16°. Müller foi 19°, com Jani em 20° e Sette Câmara em 21°. Rast errou e foi 24°.

Superpole: Buemi, Da Costa, Lynn, Frijns, De Vries, Di Grassi

Di Grassi abriu os trabalhos com uma volta boa, mas não brilhante. O brasileiro cometeu um erro no primeiro setor e acabou com tempo de 1min07s292, 0s3 pior que o visto na fase anterior. Pelo rádio, o brasileiro reclamou que o carro estava saindo muito de frente.

De Vries veio em seguida e expôs os problemas da volta do brasileiro. O holandês melhorou um pouco em relação ao visto na primeira fase e acabou com tempo de 1min06s921, 0s371 melhor que Di Grassi.

Frijns, em busca ainda da primeira pole na FE, viu tal sonho se esvair rapidamente. O holandês até andou bem, abaixo de 1min07s, mas não foi espetacular. A volta 0s053 pior que a de De Vries, garantindo o segundo lugar no grid provisório.

Lynn, que já tinha feito um excelente trabalho ao chegar à superpole, manteve o bom momento. O britânico carregou o carro nas costas e conseguiu volta 0s002 melhor que a de De Vries, ficando na pole provisória.

Aí chegou a vez de Da Costa e, bem, a brincadeira acabou: o português foi nada menos do que 0s4 mais rápido que o resto. Estava claro que Buemi tinha missão quase impossível para levar a posição de honra.

E, de fato, não deu. Buemi ainda fez sua parte e foi o segundo colocado, mas 0s417 pior que Da Costa.

FE 2019/20, eP de Berlim 2, Tempelhof, grid de largada:

1A F DA COSTADS Techeetah1:06.442
2S BUEMINissan1:06.859+0.417
3A LYNNMahindra1:06.919+0.477
4N DE VRIESMercedes1:06.921+0.479
5R FRIJNSVirgin Audi1:06.974+0.532
6L DI GRASSIAudi1:07.292+0.850
7O ROWLANDNissan1:07.018+0.576
8J E VERGNEDS Techeetah1:07.035+0.593
9S BIRDVirgin Audi1:07.148+0.706
10E MORTARAVenturi Mercedes1:07.218+0.776
11M GÜNTHERBMW1:07.269+0.827
12A LOTTERERPorsche1:07.285+0.843
13S VANDOORNEMercedes1:07.292+0.850
14J D’AMBROSIOMahindra1:07.338+0.896
15O TURVEYNIO1:07.451+1.009
16M EVANSJaguar1:07.516+1.074
17F MASSAVenturi Mercedes1:07.557+1.115
18N MÜLLERDragon Penske1:07.581+1.139
19N JANIPorsche1:07.640+1.198
20S SETTE CÂMARADragon Penske1:07.846+1.404
21D ABTNIO1:08.005+1.031
22J CALADOJaguar1:08.432+1.458
23R RASTAudi1:08.464+1.490
24A SIMSBMW1:07.368+0.394P+20

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