Andretti tira pressão de Drugovich e reforça aposta a longo prazo: “Fomos all-in nele”
Roger Griffiths, chefe da Andretti, garantiu respaldo total a Felipe Drugovich após estreia turbulenta em São Paulo e destacou que equilíbrio da temporada deve amenizar impacto da adaptação à Fórmula E
O chefe da Andretti na Fórmula E, Roger Griffiths, deixou claro que Felipe Drugovich não está sob pressão por resultados imediatos em sua temporada de estreia na categoria e reforçou que aposta no brasileiro como um projeto de longo prazo. Após um início turbulento no eP de São Paulo, Griffiths afirmou que o time “foi all-in” no brasileiro e destacou que o campeonato tende a ser extremamente equilibrado, o que deve favorecer um novato em processo de adaptação.
A estreia de Drugovich aconteceu justamente em casa e condensou boa parte do que a Fórmula E costuma oferecer. Após erro cometido na classificação, fez uma corrida de recuperação consistente e chegou a brigar por pódio antes de ser punido por não desacelerar o bastante durante a bandeira amarela causada pelo incidente entre Sébastien Buemi e Mitch Evans, o que o jogou para 12º lugar e custou pontos importantes.
Ainda assim, a avaliação interna da Andretti foi positiva. Para Griffiths, o contexto da temporada ajuda a explicar a postura mais paciente com o brasileiro, que passa por processo de adaptação à categoria.
“O que vamos ver é um campeonato super próximo, e não acredito que haverá uma equipe claramente dominante. Não vamos coroar um campeão tão cedo como na última temporada com Oliver [Rowland], e acredito que teremos disputas muito fortes”, afirmou ao Formula E Notebook.

“Sabemos que este ano será um pouco de aprendizado para Felipe. Vimos isso com praticamente todos os novatos. A curva de aprendizado é muito íngreme”, seguiu.
O britânico também ressaltou que Drugovich não ocupa um assento provisório na equipe. O brasileiro assinou um contrato de múltiplos anos e está garantido no projeto da Andretti pelo menos até o fim da temporada 2026/27, que marca a estreia da Gen4, modelo que o brasileiro poderá ter bastante influência na performance do time americano.
“Basicamente fomos all-in no Felipe. É um acordo de vários anos, não algo pontual. Nós nos comprometemos com ele tanto quanto ele se comprometeu conosco”, explicou.
“Talvez o conjunto de habilidades exigido pelo próximo carro não seja o mesmo de hoje. Reconhecemos cedo que pode ser importante ter alguém como ele, mais acostumado a carros de alta potência, aderência e carga aerodinâmica”, finalizou.
A Fórmula E, agora, parte para uma pausa e volta a acelerar no eP da Cidade do México, entre os dias 9 e 10 de janeiro. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.
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