Bird mantém modéstia e busca primeiro título nos monopostos. Porque ele é o “Sam que tenta fazer o melhor”

Sam Bird é um personagem que fica por trás do radar. Sem aparecer muito, tornou-se o único piloto até o momento a vencer corridas em todas as temporadas da categoria. Hoje piloto de fábrica da Ferrari para carros GT e da DS na FE, Bird ainda caça o primeiro título de monopostos na carreira

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Sam Bird não é um personagem expansivo. Pelo contrário. O inglês é avesso a se tornar uma caricatura, fala pouco e guia bastante, em quantidade e em qualidade. Piloto de fábrica da Ferrari para carros GT e da DS na Fórmula E, Bird é o único piloto a vencer corridas em todas as temporadas da categoria de bólidos elétricos. O "Sam que trabalha muito" gostaria bastante de coroar a carreira com algo que tem escapado: um título com monopostos.

 
Precisamente na metade da temporada da FE, Bird tem 33 pontos de desvantagem para o líder Jean-Éric Vergne e está ainda três atrás de Felix Rosenqvist. É uma diferença considerável, mas perfeitamente possível de ser tirada. E se a história recente mostra alguma coisa é que a DS Virgin melhora na segunda metade da temporada. Afinal, foram duas vitórias e ao menos top-7 em todas as provas da segunda parte do ano passado. Desde então, foi a nove das 12 últimas Superpoles e somou uma média de 15 pontos por corrida.
 
"Eu adoraria vencer um campeonato de monopostos porque tem me escapado a carreira inteira. Será nesta temporada? Só o tempo vai dizer, e será extremamente complicado, mas acho que é bom para mim que as duas últimas etapas sejam em Nova York [onde venceu duas corridas na temporada anterior]", apontou em entrevista ao site inglês 'E-Racing365'.
Sam Bird também venceu o segundo eP da rodada dupla da F-E em Nova York ano passado (Foto: FIA Fórmula E)

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"Os desempenhos foram fortes, mas na verdade se você avaliar a metade da temporada passada, uma vez que eu e o time aprendemos como extrair o máximo de nosso pacote, ficamos fortes", apontou.

 
O que Bird não consegue responder é se vive a melhor temporada dele na categoria. "Não sei se estou na melhor forma na FE. Eu sempre tenho dificuldades para falar de mim mesmo e afirmar que sou um protagonista no campeonato. Ao olhar no grid, encontramos nomes como Di Grassi, Buemi, Vergne, Rosenqvist, Piquet, Lotterer e mais gente… Eu sou apenas 'Sam Bird que tenta fazer o melhor' e está em algum lugar no meio desse monte de nomes", seguiu.
 
Apesar de não ter títulos em monopostos, um troféu passou extremamente perto em sua carreira: a temporada 2013 da GP2. Naquela oportunidade, Bird ficou somente 20 pontos atrás do campeão Fabio Leimer. Dentre os pilotos que disputaram aquela temporada da GP2, Felipe Nasr, Marcus Ericsson, Jolyon Palmer e Alexander Rossi chegaram ao grid da F1 tempos depois. Ele, não – assim, aliás, como Leimer. 
Sam Bird (Foto: DS Virgin)

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Questionado sobre se acha que a carreira teria sido diferente com aquele título, Bird tem uma clara leitura: não acha. Aliás, acredita que jamais esteve sequer perto da F1. 

 
"Minha carreira seria diferente agora se eu tivesse vencido aquele campeonato [da GP2]? Não, absolutamente. Eu nunca teria tido uma chance na F1. É incrível lembrar do quanto você se sente próximo da F1 ao mesmo tempo em que, sendo realista, está tão longe. Você pode ser um piloto reserva, mas nunca vai entrar num carro em fim de semana de corrida. Era o meu caso, e está tudo bem. Estou em paz com isso há muito tempo. Amo o que faço agora", encerrou.
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