Com apenas 5.5% de pontos marcados, Massa fica fora do top-5 da história da Venturi

Entre os pilotos que chegaram a marcar pontos pela Venturi, Massa tem aproveitamento superior apenas a Mike Conway

A Maratona de Berlim, que terminou na última semana após seis corridas em nove dias e consagrou António Félix da Costa como o quinto campeão em três temporadas da Fórmula E, marcou também o fim da passagem de Felipe Massa pela Venturi – talvez pela categoria. Nos dois anos em que defendeu a equipe monegasca, disputou 24 corridas e conquistou somente 5.5% dos pontos. Com isso, não está entre os cinco pilotos de maior aproveitamento para a história da Venturi no campeonato.

O levantamento é um tanto quando surpreendente, uma vez que a lista de oito pilotos que passaram pelo time de Gildo Pastor nestes seis anos de Fórmula E não é exatamente uma fileira de assassinos. Mesmo assim, Massa é dono do sexto melhor aproveitamento entre os oito profissionais que passaram pelo volante.

Os piores números são exatamente do campeão mundial de Fórmula 1 Jacques Villeneuve, que disputou três corridas para começar a temporada 2015/16. Sem disputar alguma competição de maneira regular por quase uma década e meia naquele período, o canadense não pontuou uma vez sequer e acabou deixando o time na virada do ano.

Maro Engel está acima de Felipe Massa em aproveitamento (Foto: Venturi)

Entre aqueles que pontuaram, apenas Mike Conway tem um aproveitamento pior. O piloto inglês, experiente na Indy e atualmente líder do WEC, assumiu a vaga de Villeneuve e disputou das sete corridas restantes daquela mesma temporada, marcando sete pontos de 210 disputados: 3.3%.

É importante ressaltar que o levantamento é feito a rigor dos pontos que cada piloto disputou pela equipe. A contabilização levou em conta a pontuação possível para cada etapa – 30 para as temporadas um, dois e seis; 29 para as jornadas três, quatro e cinco -, e quantas corridas o piloto disputou nas referidas temporadas. Depois, com a soma dos pontos marcados e dos pontos totais, o aproveitamento foi encontrado.

Ao longo das duas temporadas e 24 corridas em que defendeu as cores monegascas, Massa disputou 707 pontos – 377 em 2018/19 e 330 em 2019/20 – e conquistou 39 deles: 36 e três, respectivamente. O resultado é um aproveitamento de 5.5%.

É necessário ressaltar que, entre aqueles que disputaram ao menos uma temporada inteira pela equipe, Felipe é o que tem o pior rendimento no quesito porcentagem de pontos anotados.

O top-5 começa com Maro Engel: o alemão marcou 47 de 667 tentos, 7% de aproveitamento. Já Tom Dillmann, que disputou duas temporadas quebradas, fez 24 de 290 pontos: 8.2%.

Sarrazin e Heidfeld (Foto: Venturi)

O terceiro colocado na lista é um dos titulares da primeira temporada da Fórmula E: Nick Heidfeld. Naquele ano, o alemão disputou 11 corridas e, com isso, 330 pontos. O aproveitamento fica em 9.4%, mas é justo recordar que a vitória da corrida inaugural da categoria, em Pequim, foi roubada de Heidfeld por um erro quase criminoso de Nicolas Prost. Caso contrário, a situação seria bem diferente.

Não por acaso, os dois primeiros colocados são exatamente os pilotos que estiveram em mais corridas, por mais tempo e marcaram mais pontos pela Venturi. Com 11.6% de aproveitamento, Stéphane Sarrazin marcou 94 de 804 tentos divididos entre as duas primeiras temporadas completas e a primeira metade da terceira.

O campeão é exatamente o companheiro de Massa, Edoardo Mortara. É do piloto suíço a única vitória da Venturi na Fórmula E, em Hong Kong, 2019. Fora somente de três corridas nas últimas três temporadas – por conta de conflito de datas com o DTM, ainda em 2018 -, Mortara fez 122 pontos de 968 disputados. O aproveitamento é de 12.6%.

Edoardo Mortara no topo do pódio (Foto: Fórmula E)

A contagem do aproveitamento não leva em consideração a posição da equipe na ordem de forças em cada uma das temporadas, mas dá uma demonstração sobre qual o impacto de cada um dos pilotos na pontuação final do time nas seis temporadas disputadas. Para Massa, a situação acabou não terminando da maneira que ele, a Venturi e grande parte do público esperavam.

A Fórmula E retorna apenas em janeiro de 2021, quando inicia o campeonato 2020/21.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube