Com ‘padrão F1’, capacete de Piquet tem inspiração em uma bola de tênis. E surgiu das mãos do pai, Nelsão
Nelsinho Piquet começou no kart ainda criança, no início dos anos 1990, e teve como primeiro capacete um já usado. O desenho daquele capacete pintado à mão, segue com Piquet até hoje. Um desenho semelhante ao que o pai sempre usou, aliás. Apenas as cores e pequenos detalhes mudaram em alguns períodos, mas a marca registrada segue basicamente a mesma
Capacetes são mais do que apenas apetrechos obrigatórios aos pilotos, como as roupas, por exemplo. Como sempre estão com eles enquanto nos carros, os pilotos consideram os capacetes seu segundo rosto. No clã Piquet, todo mundo tem a pintura do instrumento de proteção semelhante a de Nelson Piquet. O desenho que o três vezes campeão mundial de F1 fez quando dava os primeiros passos no automobilismo ressoa até hoje pelas pistas do mundo.
Nelsinho Piquet contou ao site da F-E a história da pintura do seu capacete. E segundo o piloto, Nelson que iniciou a marca com a própria ideia. Talvez semelhante a um bola de tênis, mas sem certeza. A geração seguinte incorporou como marca. Além de Nelsinho, Geraldo, Pedro e Rodrigo Piquet também utilizam. As cores podem variar, mas o desenho, não.
"Quando eu comecei a correr, tinha um capacete de motor que nem era pintado – eu nem tinha roupa adequada nos meus primeiros meses. Aí, finalmente, um amigo do meu pai tinha um filho que correu, então ele pegou um capacete velho dele, pintou e me deu", contou.
"Foi meu primeiro capacete, e eu ainda tenho em casa. Era da mesma cor que o que eu usei na GP2, prata e um laranja forte. É um desenho legal, com as faixas da família, e eu só mudei as cores em comparação com o do meu pai", adicionou.

Uma das pinturas do desenho do capacete de Nelsinho (Foto: Getty Images)
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"Meu pai não sabe exatamente de onde veio o desenho. Ele fez um desenho e diz que parece um pouco com uma bola de tênis, mas não existe uma história clara. Ele simplesmente desenhou algo com as próprias mãos muito tempo atrás, quando as pessoas pintavam seus próprios capacetes", disse Nelsinho.
Piquet contou que em toda a sua carreira, fez pequenas mudanças na pintura, especialmente com intenção de agradar patrocinadores, mas o desenho fundamental continua o mesmo — ou seja, seria perfeito para os atuais padrões da F1, que proibiu mudanças ao longo da temporada.
"Durante minha carreira eu mudei a cor muitas vezes para agradar patrocinadores e manter todo mundo feliz. Usei cores diferentes, mas eu quero voltar ao original prata e laranja logo", afirmou.
"Os desenhos nunca mudam, só as cores, às vezes alguns detalhes por dentro, a faixa ou o fundo, como em meu primeiro ano de Nascar, que eu usei um tributo à Nascar. Era um fundo bem escuro que tinha o nomes das pistas onde eu ia correr", concluiu.
O capacete, Piquet e o carro #99 da China estarão nos Estados Unidos no final de semana, onde acontece o eP de Long Beach. Caso consiga a primeira vitória pela F-E lá, Nelsinho emula Nelson, que venceu pela primeira vez na F1 também nas ruas de Long Beach em 1980.
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