Com um ano de atraso, Andretti enfim testa trem de força próprio na pista e avisa: daria para usar em Londres

Mais de um ano se passou desde que as equipes começaram a testar seus trens de força para a temporada #2 da F-E. A Andretti construiu um, mas não levou à pista. Resolveu que faria isso na pré-temporada oficial, mas o dia não chegou. Um ano depois, na preparação para a terceira temporada da categoria, a equipe foi ao traçado de Snetterton com o ATEC-01 e gostou do que viu

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O trem de força da Andretti enfim, com mais de um ano de atraso, viu sua primeira atividade de pista. Foi na semana passada, no circuito inglês de Snetterton, analisando a resposta para situação de classificação e corrida. O trem de força desenvolvido pela Andretti Technologies deveria ter sido usado nesta segunda temporada da F-E, mas a estreia acabou adiada para a próxima jornada.

 
É a prova inicial de que o trabalho da companhia norte-americano de fato vai sair do papel. O ATEC-01 foi feito e cantado aos quatro cantos como um dos oito diferentes trens de força feitos para a primeira temporada de desenvolvimento aberto da categoria, mas a Andretti nunca o levou à pista em testes até a pré-temporada oficial, em Donington Park, quando viu que sua criação era impraticável. Durante os dias de testes, Simona de Silvestro e Robin Frijns ficaram parados nos boxes, esperando um carro pronto que saiu por meia dúzia de voltas em seis dias. A equipe decidiu cancelar o uso, voltar ao trem de força padrão da Spark e trabalhar mais sua invenção
 
Segundo um dos donos da equipe e chefe da esquadra, Roger Griffiths, agora o time testou o ATEC-01 pela distância de uma temporada completa no dinamômetro e, enfim, conseguiu ver em ação na pista. Ainda avisou: já poderia usar na etapa final desta jornada, a rodada dupla de Londres dos dias 2 e 3 de julho.
 
"Agora completamos muitas centenas de quilômetros no carro", falou. "Até agora, a confiabilidade é boa – fechamos uma distância similar a de uma temporada completa no dinamômetro antes mesmo de levar à pista, então o trem de força provou ser resistente. Estamos muito à frente do esperado – poderíamos provavelmente usar em Londres e não ficarmos envergonhados", disse em entrevista à revista inglesa 'Autosport'.
Robin Frijns empurrado de volta aos boxes (Foto: F-E)
"O teste foi muito bem sucedido, e conseguimos analisar muito mais que esperávamos. Foi uma prova que a preparação que tivemos e como abordamos esse desenvolvimento foram corretos. Estamos muito confiantes e muito mais prontos. Mostra o quanto avançamos desde Pequim", afirmou.
 
De acordo com Griffiths, porém, o trem de força repaginado é uma reconstrução quase que completa do ATEC-01 – fruto do fim da parceria com a Houston Mechatronics e substituição com a TE Connectivity. Segundo ele, os graves problemas do sistema de resfriamento e a pouca quantidade de software no sistema foram resolvidos. Embora não tenha tocado na especificação de motor que a Andretti vai usar – ainda uma grande questão na F-E -, disse que os testes mostraram funcionamento do planejado uso na traseira do carro.
 
Quem participou dos testes foi o piloto do time, Frijns, assim como Alexander Sims, que é piloto da BMW no Mundial de GT. Mas Griffin não falou se algum outro piloto esteve no teste ou sobre os planos de quem ocupará os cockpits na próxima temporada. Frijns faz ótimo ano de estreia e deve ficar, enquanto Simona vem decepcionando e é uma interrogação.
 
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