Diário de um novato #3: dipirona, risoto e batismo completo na Fórmula E
Em mais uma presença IN LOCO do GRANDE PRÊMIO na Fórmula E, o novato Marcos Gil traz tudo que norteia uma cobertura — dentro e fora do paddock. Hoje, você lê o capítulo final dessa jornada
A Fórmula E voltou para valer. Após quatro longos meses, a principal categoria elétrica do automobilismo mundial desembarcou no Brasil para o eP de São Paulo, que teve vitória de Jake Dennis. Ao longo do fim de semana, o GRANDE PRÊMIO te trouxe para dentro da cobertura IN LOCO sob o olhar do novo editor da categoria, Marcos Gil. Agora, você acompanha o último capítulo dessa saga.
Após dois dias de reconhecimento, sustos, aprendizados e um ou outro perrengue jornalístico, o sábado — o grande dia — chegou no eP de São Paulo. E, claro, o GRANDE PRÊMIO seguiu firme ao longo de toda a cobertura. Mais firme que este que vos escreve, que precisou equilibrar responsabilidade editorial, febre, dor de cabeça e um entusiasmo que insistia em sobreviver.
Sim: comecei o dia baleado. A queda de imunidade, causada por uma inflamação na gengiva, bateu forte. A febre e o incômodo foram companheiros constantes, daqueles que lembram o tempo todo que o corpo gostaria de estar em casa — mas a cabeça e o coração sabiam que era dia de corrida. E era dia de trabalhar. Muito. Não posso deixar de agradecer o grande Rodrigo Berton, que me deu uma dipirona providencial sem a qual teria sido difícil encarar o dia. Obrigado, amigo.
Como editor da Fórmula E, o sábado seria dedicado majoritariamente ao centro de imprensa. TL2, classificação e corrida — tudo desembocava na minha mesa. Era hora de focar na redação, coordenar o fluxo do noticiário e garantir que cada sessão tivesse seu relato no ar o mais rápido e completo possível. As entrevistas do dia, tanto na zona mista quanto no estúdio montado no pit-lane, ficaram com o restante da equipe. Mais precisamente JP Nascimento, Yuri Queiroga e Guilherme Bloisi, que executaram as funções perfeitamente.

Mas nem só de boletins de pista vive um sábado de Fórmula E. A Citroën, que também fazia sua estreia na categoria, convidou para um almoço e uma visita aos boxes da equipe. Aqui, permita-me te deixar com água na boca: o menu contou com risoto de maminha, robalo ao molho de curry, pão com pasta árabe e, de sobremesa, mousse de chocolate com brownie de doce de leite. Não vou mentir para você: esse almoço deu um levante legal.
O restante do sábado correu leve. Muito trabalho, sim, mas leve. Do centro de imprensa, com os amigos do GP, trocamos boas ideias, rimos horrores e resenhamos como quem aproveita o raro momento em que a tensão da cobertura encontra uma fresta para dar espaço à descontração. Essa troca se mostrou um dos grandes prazeres de um dia de paddock.
Na pista, vive-se o eterno sobe e desce emocional que só o automobilismo proporciona. Fiquei animado com a grande corrida do Felipe Drugovich, que caminhava para um incrível segundo lugar, mas acabei decepcionado pelos incidentes que o frearam na quinta posição — e, depois, ainda a punição que o jogou para o 12º. Ao menos, na coletiva pós-corrida, pude fazer uma pergunta ao Jake Dennis, vencedor da prova, mantendo aquele pequeno ritual que reforça: sim, estou aqui vivendo isso de verdade. Não sem passar pela pequena vergonha de não perceber que a mediadora estava direcionando o microfone a mim e ficar bons segundos com todos me encarando.
Quando o expediente finalmente terminou, a equipe do GRANDE PRÊMIO seguiu para uma confraternização. E aqui encerro este relato porque, como manda a tradição, o que acontece na resenha da empresa, fica por lá — desculpa, Grazi!

O que também fica a sensação de ter vivido um sonho acordado. Entre febres, corridas, treino cancelado, entrevistas, noites estendidas no centro de imprensa e gargalhadas que só quem vive esse universo entende, finalizei minha primeira cobertura IN LOCO de uma categoria mundial. A responsabilidade foi enorme. O aprendizado, maior ainda.
Não posso deixar de citar todos os companheiros do GRANDE PRÊMIO que dividiram essa experiência comigo: Daniel Balsa, Grazi Costa, Guilherme Bloisi, JP Nascimento, Pedro Prado, Renato Ribeiro, Rodrigo Berton, Thiago Rocha, Victor Martins e Yuri Queiroga. Vocês são profissionais incríveis — e pessoas ainda melhores — e foi uma honra estar ao lado de vocês esses dias. Que venham muitos mais pela frente.
A Fórmula E, agora, parte para uma pausa e volta a acelerar no eP da Cidade do México, entre os dias 9 e 10 de janeiro. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.
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