FE

Diretor da F1, Brawn vê FE com corridas “mansas” e “sem entregar um espetáculo”

De acordo com Ross Brawn, a FE não é um bom exemplo para a F1. O diretor-esportivo da gestão do Liberty Media pensa que o novo campeonato deve em termos de espetáculo, o que afasta a possibilidade de uma transição para o automobilismo elétrico
Warm Up / Redação GP, de Porto Alegre
 Lucas di Grassi (Foto: Audi Sports)
Ross Brawn, diretor-esportivo da F1 na gestão do Liberty Media, não acredita que a FE seja necessariamente um exemplo a ser seguido. O dirigente acredita que o novo campeonato tem corridas “mansas”, o que alivia a necessidade de fazer uma transição para carros elétricos.
 
“Com todo o respeito, [a FE] é uma categoria muito nova. É um ótimo evento por causa das outras coisas, mas a corrida em si é bastante mansa em comparação com uma de F1”, disse Brawn no ‘F1 Fan Voice’, fórum oficial da categoria. “Os carros não são rápidos e eles não têm o envolvimento das personalidades [dos pilotos]. É um campeonato menor de fórmula. Eles fazem um trabalho fabuloso nos eventos, fazem festas nas ruas, mas a F1 é diferente. A F1 é o pináculo do automobilismo por causa das nossas velocidades, do calibre dos nossos pilotos e das nossas equipes”, seguiu.
Ross Brawn não está tão empolgado com a FE (Foto: Twitter)
“Acho que precisamos respeitar o que a Formula E está fazendo e alcançando, mas as duas [FE e F1] não são realmente comparáveis por causa do número de fãs que nós temos, por causa do apelo da F1. A FE ainda é muito júnior nesse sentido. Acho que a F1 ainda vai evoluir a ponto de ter o equilíbrio certo entre esporte, relevância e engajamento com fãs”, ponderou.
 
Se Brawn visse a FE como um exemplo a ser seguido, poderia apoiar uma transição da F1 para o automobilismo elétrico. Enquanto isso não acontece, os planos ficam para o futuro distante.
 
“Se em cinco ou dez anos nós sentirmos a necessidade de mudar a unidade de potência da F1, faremos isso. Nada dos impede de ter carros elétricos na F1 no futuro, mas nesse momento eles [FE] ainda não entregam um espetáculo”, encerrou.