Em crise financeira, Nissan reforça compromisso e diz que fica na Fórmula E

Diretor internacional de esportes da companhia de Yokohama, Tommaso Volpe reiterou o compromisso pelo menos até o fim da temporada 2020/21. Nissan anunciou corte de R$ 13,3 bilhões e fechamento de fábrica na Catalunha

A situação financeira da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi é complicada. Após a Renault receber um aporte bilionário do governo francês, a Nissan anunciou um plano internacional de corte de custos de £2.3 bilhões – equivalente a R$ 13,3 bilhões na conversão do dia – e o fechamento de uma fábrica em Barcelona, manobra que fez com que 2.800 pessoas fossem demitidas. Apesar disso, a marca japonesa garantiu que fica na Fórmula E, ao menos até o fim do acordo atual, em meados de 2021.

Quem afirmou foi o diretor internacional de esportes da companhia de Yokohama, Tommaso Volpe. A Nissan espera aumentar a venda de carros elétricos de rua em até 60% no próximo quadriênio, o que coloca a Fórmula E ainda como parte importante do panorama. A Nissan assumiu a vaga da parceira Renault no grid quando os franceses resolveram focar na Fórmula 1. Assim, o contrato da Nissan começou na temporada passada e termina ao fim da próxima jornada. A continuidade está em discussão.

“A Nissan se comprometeu a disputar três temporadas na Fórmula E quando entramos, na quinta temporada, em acordo que contemplava as regras colocadas em prática para a chegada do Gen2. O anúncio não impacta o programa da FE, ao passo que o contrato inicial de três anos nos coloca até o fim da sétima temporada. Continuamos a revisar nossos planos na categoria para depois disso”, afirmou ao site inglês ‘The Race’.

“Queríamos demonstrar nossas capacidades na pista com relação ao que atingimos também nas ruas, enquanto pioneiros no mundo da eletrificação. Estamos orgulhosos de nossos feitos na FE até aqui, incluindo um inovador sistema de dual-motor, Sébastien Buemi conquistando nossa primeira vitória e o vice-campeonato de Pilotos, algo que não é fácil de fazer na temporada de estreia. Queremos usar esse sucesso de pilar para evoluir mais”, falou.

“A Nissan avaliou a FE por algum tempo antes de entrar e, quando ficou claro que a Fórmula E produziria uma segunda geração de carros com maior capacidade das baterias em termos de resistência e potência, isso casou com nossa produção de carros elétricos: a segunda geração do Nissan Leaf”, explicou.

Segundo Volpe, a perseverança da Renault na F1, mesmo em tempos de crise, mostra o compromisso esportivo do grupo.

“As notícias de nossa parceira de aliança, a Renault, é que continua comprometida com a F1, o que não mostra apenas a força do grupo, mas também o tamanho da paixão pelas corridas e os avanços técnicos que o esporte traz para nossos clientes. A parceria automotiva Renault-Nissan-Mitsubishi tem foco em colaboração e em maximizar a competitividade, então, trabalhamos com nossas parcerias para aumentar a expertise e desenvolver o que já está disponível”, destacou.

“Juntamos a experiência que a Renault ganhou no campeonato e a da Nissan em baterias elétricas e tecnologia EV para carros de rua”, disse.

A equipe de fábrica da Nissan na Fórmula E é operada pela equipe e.dams, fundada por Jean-Paul Driot e comandada por Gregory Driot desde que o pai morreu, ano passado.

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