Em dobradinha da DS Techeetah, Da Costa é campeão e Vergne vence eP de Berlim 4

Como parecia prometido desde ontem, piloto do #13 fechou as contas junto do fim de semana. A vitória ficou mesmo com o companheiro

Chegou ao fim. O campeonato estava fadado a terminar neste domingo (9) de grande ação no esporte a motor internacional, com Brad Binder levando à KTM a primeira vitória na MotoGP e Max Verstappen furando a Mercedes na Fórmula 1. Na Fórmula E, nenhuma surpresa, mas a definição. António Félix da Costa fez a cama para fechar tudo hoje, e foi exatamente o que aconteceu. O português é campeão.

Foi com o segundo lugar. A vitória ficou com o companheiro, Jean-Éric Vergne. O português até chegou a liderar, mas o francês retomou. No dia da volta do então bicampeão vigente às vitórias, a Fórmula E saúda um novo conquistador.

A terceira colocação ficou com a Nissan, mas após uma troca de vagas. Sébastien Buemi ficou adormecido durante toda a prova, mas ultrapassou o companheiro Oliver Rowland no fim e voltou ao pódio. Nyck de Vries ainda terminou em quarto, com Rowland em quinto.

Lucas Di Grassi voltou a viver corrida normal para ele: saiu de posição de largada complicada para escalar o pelotão e marcar pontos: foi o sexto. Mitch Evans, André Lotterer, Alex Lynn e Felipe Massa, de volta aos pontos, fecharam o top-10. O melhor giro da prova foi de Sam Bird, mas, como terminou na 11ª colocação, fica sem o ponto. O tento extra vai para… Sim, Da Costa, dono da melhor volta entre os que terminaram a corrida na zona de pontuação.

O vice-líder do campeonato e piloto melhor posicionado para evitar o título ainda no domingo, Maximilian Günther, largou no fundo do grid e bateu de forma confusa logo na largada, abandonando a corrida.

Apesar do fim da briga pelo título, o campeonato volta à pista para a terceira rodada dupla no Tempelhof na próxima quarta-feira.

Maximilian Günther voou voou, subiu subiu em Tempelhof (Foto: Reprodução/TV)

Confira como foi a corrida:

Antes da largada da quarta corrida no Aeroporto de Tempelhof, a notícia de que Robin Frijns não largaria por conta de problemas na bateria McLaren do carro da Virgin. Desta maneira, apenas 23 competidores partiam para a luz verde.

A largada parecia se desenrolar sem grandes mergulhos até que o vice-líder do campeonato, Maximilian Günther, errou no contorno da segunda curva e subiu na asa traseira direita de Oliver Turvey. Fim de prova para Günther, facilitando ainda mais o título de António Félix da Costa. Safety-car na pista.

Na frente, Alex Lynn passava Felipe Massa, enquanto Sérgio Sette Câmara tomava a penúltima posição de Daniel Abt. Da Costa largou com o maior cuidado do mundo e apenas circundou Jean-Éric Vergne, que mantinha a ponta.

Após rápida interferência do safety-car, corrida de volta e Mitch Evans passava René Rast, mas Rast buscou o modo ataque e devolveu, ainda tirando Massa da frente. Eis que, entretanto, a chuva aparecia. E aparecia para valer.

Da Costa tomava cuidado. Com chuva e Oliver Rowland de modo ataque acionado, caiu para terceiro. Mas durou pouco. Assim que acionou a velocidade extra, limpou Rowland e partiu para uma ultrapassagem um tanto quanto tranquila contra o companheiro de equipe e a liderança.

Rast perdia ritmo e posições, ficando atrás de Massa, Evans e Lucas Di Grassi. Em seguida, levou um passão estiloso de Jérôme D’Ambrosio que fez o alemão reclamar no rádio. Segundo ele, foi jogado para o muro. Vida que segue.

Na abertura da 20ª volta, Da Costa tinha 0s3 de dianteira para Vergne, que mantinha 0s7 para Rowland. O resultado do FanBoost também saía: Da Costa, Stoffel Vandoorne, Daniel Abt, Di Grassi e Günther era os agraciados. Ainda na disputa pelo pódio, Nyck de Vries recebia bandeira preta e branca por dançar na pista enquanto se defendia no pelotão.

Enquanto os cinco primeiros lugares se mantinham, Di Grassi crescia: passava por Lynn, Evans e Massa para alcançar o sexto lugar. Excelente na disputa pelo vice-campeonato, mas longe de evitar o que já surgia inevitável.

Tinha disputa pela vitória, contudo: Vergne deu o troco em Da Costa com a mesma facilidade, na volta 29, sem resistência, e partiu para a liderança. Rowland seguia próximo, ainda nutrindo chance de um ataque tardio.

Bem lá atrás, Sette Câmara aparecia na frente do companheiro Nico Müller – o suíço passaria de volta antes do fim. Atrás dos dois, somente Turvey, afetado desde a batida do começo – na qual, diga-se, foi inocente.

Falando em brigas internas, Sébastien Buemi superou Rowland pelo terceiro lugar e partiu ele, não o companheiro, para atacar o virtual campeão Da Costa. A chuva começava a aparecer novamente, ainda que leve no contexto geral. Buemi tentou se engraçar para cima de Da Costa, mas respeitou o momento. O português não venceu, foi segundo, atrás de Vergne, mas saiu do carro campeão.

Fórmula E 2020, eP de Berlim, Alemanha, Corrida 4, Resultado Final:

1J.E VERGNEDS Techeetah37 voltas 
2A.F DA COSTADS Techeetah+0.497 
3S BUEMINissan+1.392 
4N DE VRIESMercedes+3.791 
5O ROWLANDNissan+5.018 
6L DI GRASSIAudi+9.805 
7M EVANSJaguar+14.814 
8A LOTTERERPorsche+15.755 
9A LYNNMahindra+21.001 
10F MASSAVenturi Mercedes+22.809 
11S BIRDVirgin Audi+22.911 
12S VANDOORNEMercedes+23.388 
13A SIMSBMW+23.575 
14E MORTARAVenturi Mercedes+23.889 
15J D’AMBROSIOMahindra+23.914 
16R RASTAudi+24.381 
17J CALADOJaguar+26.600 
18D ABTNIO+29.121 
19N JANIPorsche+29.527 
20N MÜLLERDragon Penske+34.431 
21S. SETTE CÂMARADragon Penske+36.315 
22O TURVEYNIO+1:01.473 
23M GÜNTHERBMW+37 voltasNC
24R FRIJNSVirgin Audi DSQ

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