Entrada de montadoras deixa equipes antigas da F-E preocupadas com aumento desordenado de gastos

Conforme as gigantes da indústria automotiva internacional entram no grid da F-E para desenvolver sua tecnologia EV, as equipes que estão no campeonato desde o começo temem o começo de uma gastança descontrolada que termine com o equilíbrio esportivo e ameace a participação de start-ups e outras companhias

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Durante os primeiros anos de sua história, a F-E tem seguido uma restrição das áreas nas quais as equipes são permitidas a desenvolver aspectos tecnológicos por conta própria. O trem de força é algo que as construtoras trabalham, mas as baterias são padrão – algo contratualmente garantido até o fim da temporada 2020/21 – e as mãos das equipes são praticamente atadas no que diz respeito a questões aerodinâmicas. Com mais gigantes da indústria automobilística ingressando na categoria, o medo é que a proteção contra a gastança desmedida acabe.

 
Audi, BMW, Mercedes e Porsche entram no campeonato para valer nos próximos dois anos para engrossar uma lista que já conta com Renault, Citröen e Jaguar. Com as montadoras na intenção de desenvolver o que são capazes de fazer na tecnologia elétrica, não há dúvida por parte de quem já está na categoria de que haverá uma pressão para liberar desenvolvimento e aumentar os orçamentos envolvidos. 
 
"O aumento dos custos que o futuro pode trazer nos preocupa, sim", admitiu Vincent Gaillardot, diretor-técnico da Renault, à revista inglesa 'Autosport'. "Temos de controlar os custos pelas regras colocadas pela FIA. Não queremos abrir o desenvolvimento de chassi, aerodinâmica e bateria", seguiu. 
 
"O campeonato ainda é muito jovem e precisamos ter cuidado como com uma criança pequena. Realmente precisamos ter cuidado com algumas das [fábricas] novatas que estão chegando e já disseram que gostariam de mais liberdade. Temos que ser firmes nestas áreas, senão iremos machucar o crescimento da F-E", decretou.
A Renault está na F-E desde o começo (Foto: Renault e.dams)

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As equipes atualmente no grid têm um medo antigo que segue distante mas assombra cada vez mais: como será o futuro em que o desenvolvimento de baterias for feito de forma aberta? A F-E nunca escondeu que gostaria que ao menos esta parte da tecnologia do campeonato fosse de responsabilidade das equipes um dia. As baterias da Williams saem de cena ao fim da próxima temporada e dão lugar à segunda geração de baterias padrão da F-E, produzidas pela McLaren. A partir da oitava temporada, 2021/22, ainda não se tem certeza de como será. 

 
"Muita gente subestima a complexidade das baterias", afirmou Gaillardot. "A Williams fez um trabalho fantástico com o primeiro modelo. Sim, há muita crítica, mas no geral fizeram um grande trabalho. E tenho certeza que a McLaren também é uma grande escolha para a segunda geração de baterias", falou.
 
"Sabemos que algumas fábricas vão fazer força para uma competição aberta por baterias, mas precisamos esperar e saber quando fazer isso no futuro – mas só no longo prazo", avaliou.
 
O chefe da DS Virgin, Alex Tai, afirmou que a F-E precisa continuar seguindo o passo a passo o plano traçado originalmente com a FIA. 
 
"A F-E provavelmente tem um futuro brilhante porque estes são os carros [os elétricos] que iremos guiar no futuro. O interesse da Mercedes e das outras é a confirmação disso. Vai atrair mais interesse de todos os nossos parceiros por conta da proposta de inovação. Nós aceitamos esse desafio. Os acionistas precisam brigar [contra o crescimento dos orçamentos]. Temos que manter um grid equilibrado, para que a F-E continue divertida e siga crescendo", encerrou.
 
A quarta temporada da F-E começa em dezembro, com o eP de Hong Kong.
SE A RENAULT NÃO COLOCAR KUBICA DE VOLTA NA F1, ALGUÉM VAI COLOCAR

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