Fabricante italiana Magneti Marelli desenvolve motor elétrico visando entrar na F-E na terceira temporada
A Magneti Marelli, que trabalha junto de várias equipes da F1 com sistemas de recuperação de energia, está de olho na F-E e pretende entrar na categoria na temporada 2016/2017 com pelo menos duas escuderias
A Magneti Marelli confirmou seu interesse em entrar na F-E daqui a um ano como fornecedora de motor para pelo menos duas equipes. O projeto já está em fase de desenvolvimento no QG da empresa na Itália. Gigante no meio do automobilismo, a Magneti faz parte, inclusive, do meio da F1. No Mundial, trabalha junto de diversas equipes com sistemas de recuperação de energia.
A Magneti Marelli quer se juntar às montadoras da F-E (Foto: AP)
No caso da F-E, a tecnologia é muito mais complexa, pois todo o trem de força é elétrico. Concluídos os testes no dinamômetro, a firma crê que terá o motor pronto no início de 2016.
É neste ano que começa a acontecer a abertura da F-E para as fabricantes de motor, após um primeiro com equipamentos idênticos para os dez times. Mas o plano da Magneti de entrar na terceira temporada se deu pelo aumento de potência previsto ao final do campeonato que terá início no próximo dia 24 de outubro. A potência máxima vai subir de 200kW para 250kW — um aumento de 25%. Já as baterias vão passar de 28kWh para 32kWh.
“Todas as equipes vão precisar adotar um motor novo se quiserem permanecer competitivas. Estrategicamente, é o melhor momento para nós entrarmos no campeonato com um sistema de alta performance”, afirmou Roberto Dalla, diretor de automobilismo da Magneti Marelli, à revista inglesa ‘Autosport’.
“O nosso envolvimento no campeonato foi avaliado desde o primeiro, mas as restrições da tecnologia nas primeiras temporadas mudaram o nosso foco para os novos desafios técnicos da abertura das novas regras técnicas”, seguiu.
“O desafio foi principalmente ligado à potência e ao torque que o sistema precisa entregar com turnos bem pesados de serviço. Um trem de força totalmente elétrico é muito mais exigente neste aspecto do que os projetos do ERS-K e do ERS-H. O principal foco era pensar em como obter a mais alta eficiência possível com as tecnologias atuais e dar aos times a possibilidade de ter uma fase regenerativa durante as frenagens que fosse bastante efetiva, o que pode manter o status de carga da bateria durante a corrida”, acrescentou.
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