Drugovich admite surpresa com “carro tão diferente” da Andretti: “Senti dificuldade”
Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Felipe Drugovich citou a diferença do trem de força Porsche para os que havia guiado anteriormente como fator que dificulta adaptação à Andretti
A estreia de Felipe Drugovich como titular da Andretti na Fórmula E trouxe desafios além do esperado. Mesmo com experiência prévia em testes pela Maserati e a participação no eP de Berlim da última temporada pela Mahindra, o brasileiro destacou que a adaptação ao novo carro tem sido mais complexa, sobretudo pelas diferenças de comportamento entre os trens de força da categoria.
Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Drugovich explicou que a transição para o equipamento da Andretti exigiu um período maior de ajuste, especialmente em aspectos como frenagem. Segundo ele, a mudança foi mais significativa do que imaginava, apesar do chassi comum utilizado na Fórmula E.
“Tem muita diferença. Inclusive, não esperava tanto assim, mas foi uma das coisas que senti um pouco mais de dificuldade. A primeira vez na pista com a Andretti foi em Valência, um carro muito diferente do que estava acostumado, principalmente em freadas”, afirmou ao GP.
O brasileiro ressaltou que já guiou três trens de força distintos na categoria, algo que ampliou a curva de aprendizado neste início de trajetória como titular. Ainda assim, evitou comparações diretas em termos de desempenho absoluto.

“Já é o terceiro trem de força que guio. Andei com DS, depois Mahindra, que não eram muito distantes um do outro. Esse daqui [Porsche] é bem distante, não necessariamente melhor ou pior, mas muito diferente. Então acho que falta um pouco para me acostumar com isso, mas é um carro que tem performance”, completou Drugovich.
No eP de São Paulo, o brasileiro teve o gostinho dessa performance. Antes de ser punido por não desacelerar o bastante durante a bandeira amarela causada pelo incidente entre Sébastien Buemi e Mitch Evans, caminhava para subir ao pódio logo na estreia na categoria. Com a sanção, acabou somente no 12º lugar.
Apesar do desafio técnico, Drugovich também destacou a importância da convivência com Jake Dennis, principal referência da Andretti na Fórmula E e campeão da categoria. Segundo ele, a relação com o companheiro de equipe tem sido positiva e colaborativa desde os primeiros contatos.
“Tem sido muito bom. A gente tem sempre se encontrado, joga bastante golfe. Estamos nos conhecendo e fizemos um bom trabalho até aqui. Até coisas que trouxe para meu carro, ele teve a humildade de tentar no dele também, muitas coisas gostou. Essas atitudes são legais. A gente tem conversado bem sobre isso e tem melhorado junto”, concluiu.
A Fórmula E, agora, parte para uma pausa e volta a acelerar no eP da Cidade do México, entre os dias 9 e 10 de janeiro. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.
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