Félix da Costa diz que fica no DTM e vê F-E como categoria onde "tem de usar mais o cérebro do que em qualquer outra"

Para António Félix da Costa, embora guiar carros do DTM e F1 tenha maior valor técnico, ir bem na F-E requer habilidade cerebral. Segundo o português, a F-E exige mais do cérebro dos seus pilotos que qualquer outra categoria do mundo

A temporada de António Félix da Costa foi movimentada. Guiando em duas categorias de alta competitividade como o DTM e a F-E, o nível da competição que o português teve de enfrentar foi bastante alta. Guiando uma BMW no DTM seus resultados não foram exatamente brilhantes, mas o suficiente para manter o piloto animado para mais uma temporada. Já no ano de estreia da F-E, o piloto afiliado da Red Bull tenta desenvolver o carro na categoria que considera como a mais cerebral de todas.
Explicando a sensação de guiar o monoposto elétrico da F-E, Félix da Costa disse que tecnicamente, comandar um F1 ou um DTM pode ser mais valioso, mas para ir bem na F-E é necessário raciocinar mais. Isso vindo de um piloto que já guiou carros de duas das maiores categorias do automobilismo mundial.
 
"É totalmente diferente. Quando você está dentro do carro para fazer uma volta de classificação, acaba sendo parecido – tem um pensamento focado naquilo com um carro, um volante e quatro rodas –, mas a preparação para o fim de semana e a corrida em si é muito diferente. Não é mais andar no limite durante uma hora, mas tornam as coisas muito interessantes. A diversão também é diferente. Eu dou muito mais valor quando guio na F1 ou no DTM, mas na F-E você tem de usar muito mais o cérebro do que em qualquer outra categoria", analisou o português em entrevista ao GRANDE PRÊMIO.
 
O português da Amlin ainda afirmou que as equipes da F-E estão à procura de profissionais que tiveram envolvimento com a F1, por causa do tipo de trabalho que são obrigados a executar na categoria.
O Amlin Aguri de António Félix da Costa (Foto: Reprodução / Twitter)
"Todas as equipes da F-E estão procurando engenheiros e pilotos que tiveram envolvimento com a F1 nesta temporada porque se treina muito simulador a estratégia de poupar a gasolina, e é por isso que não foi complicado me adaptar à F-E", encerrou.
 
AFC foi ao DTM após ter negado um lugar na Toro Rosso que parecia certo antes de Daniil Kvyat ser anunciado para 2014. Com o #18, o piloto marcou seis pontos nas dez provas do ano, ficando com o 21º lugar entre 23 pilotos na competição. Ele pontuou apenas com um oitavo lugar na Hungria e em nono na segunda prova em Hockenheim. O português destacou o equilíbrio do DTM, onde um erro custa mais que em outras categorias.
 
“Foram coisas boas e más, altos e baixos. A gente que está acostumado a ver de fora não entende o quanto é o DTM é competitivo. E se você não está confortável no carro, o preço que se paga é muito alto, muito mais que em qualquer categoria, inclusive na F1 – aqui, se você errar uma curva, vai perder dois ou três lugares, não 15 como no DTM, onde não tem margem de erro. Mas eu estou contente porque me diverti muito neste ano, apesar de termos tidos problemas que, de fato, foram difíceis de se resolver. Pelo menos, vou continuar lá no ano que vem", disse.
 
Após três etapas, das quais Félix da Costa participou das duas últimas, o português tem quatro pontos marcados na F-E, todos marcados com a oitava colocação no eP da Malásia. A F-E volta às pistas no próximo dia 10 de janeiro, em Buenos Aires, com o eP da Argentina.
PAZ E AMOR

Ao GRANDE PRÊMIO, Nelsinho Piquet falou do ano cheio que viveu em 2014 e da adaptação às diferentes categorias que disputou nesta temporada. O brasileiro de 29 anos se disse um apaixonado por pilotar e que apenas procura um “ambiente em que possa se divertir, sem ficar estressado”

“A verdade é que quanto mais experiência você possui, melhor você consegue se adaptar a outros tipos de carros", declarou o piloto.

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O ÚLTIMO CAMPEÃO

Há um ano e meio, Jacques Villeneuve, o último piloto campeão pela Williams, mostrava-se bastante receoso quanto ao futuro do time. Hoje, o pensamento do canadense é diferente — ainda que ele fale da transformação da equipe com alguma cautela. Em entrevista exclusiva à REVISTA WARM UP, em julho de 2013, Villeneuve dissera que, “no momento em que uma equipe passa a ter pilotos pagantes, está acabado”. O pensamento do piloto é direto: ter bons pilotos é que atrai os bons patrocínios. Neste ano, com Felipe Massa se juntando a Valtteri Bottas, a equação mudou, e o campeão de 1997 avaliou a nova fase do time.

Leia a entrevista com Villeneuve na REVISTA WARM UP.

MELHORES DO ANO
 
E assim, como num passe de mágica, 2014 passou. Foi rápido mesmo. Se Vettel decepcionou, a Mercedes dominou e o medo de acidentes fatais voltou à F1; se a Ganassi não correspondeu e Will Power fez chegar o dia que parecia inalcançável; se Márquez deu mais um passou para construir uma dinastia; se Rubens Barrichello viveu sua redenção, tudo isso é sinal das marcas de 2014 no automobilismo. Para encerrar e reforçar o que aconteceu no ano, a REVISTA WARM UP volta a eleger os melhores do ano.

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