Frustrado, Da Costa lamenta bloqueio de Vergne e fala em “conversar internamente”

António Félix da Costa não escondeu que ficou chateado ao ver o companheiro de equipe, Jean-Éric Vergne, fechar a porta mesmo após começar a sofrer com os problemas que acabaram forçando o bicampeão a abandonar o eP de Santiago

Ter dois pilotos acostumados ao papel de figura principal de suas equipes tem pontos altos e baixos. Os altos são a óbvia chance real de brigar por vitórias com dois nomes, mas a DS Techeetah vai ter que lidar com um dos negativos nos próximos dias. Após uma boa recuperação da dupla formada por Jean-Éric Vergne e António Félix da Costa na primeira parte do eP de Santiago de Fórmula E, o português saiu chateado com a atitude do companheiro. 
 
Os dois largaram no meio do pelotão e foram subindo juntos até que entraram na briga pelo pódio. Vergne estava na frente, em quarto, enquanto Da Costa vinha atrás. Mas Vergne começou a ter problemas quando um pedaço de carro se prendeu à suspensão dianteira. Bem mais lento, não abriu espaço para Da Costa. 
 
No fim das contas, Vergne teve de parar nos boxes e abandonou a corrida, enquanto Da Costa seguiu e chegou a assumir a liderança, mas terminou em segundo, ultrapassado na última volta. Saiu animado com o resultado, mas sem esquecer o tempo que perdeu atrás de Vergne.
António Felix da Costa (Foto: DS Techeetah)
"Muita coisa aconteceu na corrida. Quando você está ainda de capacete, a sensação é que perdeu a corrida, mas depois vemos o panorama completo: uma classificação ruim, sair de 10º e chegar ao pódio na segunda posição, disputando a vitória, tem muita coisa positiva aí", disse.
 
"Perdi muito tempo atrás de JEV, infelizmente, quando ele teve problema. Não sei por qual motivo não facilitou para mim, mas perdi muito tempo atrás dele. Estava feliz pela maneira com que estávamos avançando juntos no pelotão, então não sei [o que houve]. Vamos conversas internamente", afirmou.
 
Vergne, por sua vez, afirmou que seque tinha percebido a sombra de Da Costa. Estava, afinal, ocupado.
 
"Não sabia, tinha muito com que me ocupar quando meu pneu estava tentando sobreviver, eu batia na parede e esperava que a asa dianteira se soltasse. Se tudo isso acontecesse, ainda dava para ganhar a corrida. Estava apenas correndo", defendeu. 
 
A FE volta em 15 de fevereiro, no México.
 

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