O décimo lugar no eP do Uruguai do sábado (13) não fez jus ao ritmo que Nick Heidfeld apresentou durante a prova, como aliás tem sido a tônica da temporada do piloto da Venturi. As batidas na China e Malásia se somaram a duas punições no Uruguai. No fim das contas, sair de Punta del Este com um ponto acabou sendo lucrativo para ele.
Heidfeld ressaltou que a Venturi ainda não tem o melhor carro da F-E, mas tem ritmo suficiente para ir ao pódio em todas as corridas. A maior necessidade é melhorar nas classificações.
"O carro ainda não está no nível de algumas equipes. Acho que em todas as corridas nós tínhamos o ritmo para ir ao pódio e até mais, porém. Perdemos muito na classificação, que é algo que a equipe precisa entender, e mesmo na corrida tem algumas coisas que precisamos melhorar. Mas na corrida nós estamos bem, é mais na classificação que precisamos melhorar", disse ao GRANDE PRÊMIO.
Nick Heidfeld teve a corrida comprometida por punições (Foto: Reprodução / Twitter)
"Mas eu fiquei feliz ao cruzar a linha de chegada em décimo, porque a duas voltas eu tinha que passar três carros. Cruzei a linha de chegada em décimo por metros e fiquei feliz por alguns segundos e então pensei 'Merda, poderia ser muito mais'", seguiu Nick.
Perguntado sobre a segurança dos carros elétricos, o alemão respondeu que é bom, mas como em qualquer carro de corrida, é perigoso. E ressaltou: os carros não devem levantar do chão.
"A segurança é boa, mas nunca é boa o bastante, sempre pode acontecer alguma coisa perigosa. Como na minha batida em Pequim. O carro não devia levantar, é algo que precisamos fazer algo sobre. A cabeça fica para fora, e se você girar pode ser o fim. É seguro, mas temos de melhorar", encerrou.
O ex-F1 ainda elogiou a pista, mas com a ressalva de que precisa ser mais segura ano que vem para que não aconteçam tantas batidas.
"A pista é animadora, desafiadora. Vimos muita gente bater na classificação e na corrida. Precisam torná-la mais segura, mas foi legal, apesar do final ruim. O mais importante é que ninguém se machucou. Mas as pessoas estão tocando bastante os muros. Sarrazin bateu e o carro dele já vinha ruim de um toque no muro antes, mas ele seguiu", observou.
Antes de deixar o espaço onde os pilotos davam entrevista, Heidfeld ainda foi abraçado por Nicolas Prost, que brincou: "Você tem que ser mais devagar nos pits!", se referindo a uma das punições de Nick.
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AGUENTA O TRANCO
A McLaren confirmou por meio de sua conta no Twitter que o MP4-30, carro da equipe para a temporada 2015, já foi aprovado em todos os testes de impacto exigidos pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
O chassi, que terá na traseira uma unidade de força V6 turbo da Honda, precisava ser aprovado nos crash-test para ficar apto a ser utilizado na pista. A montadora japonesa retoma a parceria com a McLaren após mais de duas décadas.
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DEDO NA TOMADA
Infos que demonstram como a F-E está atraindo atenção de grandes marcas relacionadas à F1:
_ Helmut Marko está em Punta del Este. Certamente não é para ver nenhum talento como Vettel, Ricciardo, Kvyat ou Verstappen nem para rever amigos que lhe parecem desafetos
_ A Mercedes, que dias atrás se disse interessada na F-E, é uma das montadoras que está conversando para entrar no campeonato no ano que vem
_ A Audi é parceira da Abt em questões operacionais, até porque os carros têm a mesma base. A partir do momento em que for aberto, os carros terão um desenvolvimento técnico. E aí os alemães vão participar da brincadeira
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SOM DE SOPRO DE PAPEL DE BALA
Quando o relógio deu 15 nesta sexta-feira em Punta del Este, o safety-car de tecnologia híbrida da BMW saiu dos boxes levando a primeira leva de carros e aqueles que estivessem na parte de dentro do circuito de rua para cerca dos alambrados. Os câmeras das TVs locais usaram as arquibancadas e o espaço do hospitality-center para, além de exercerem suas funções, saciar a curiosidade; o mesmo fizeram os moradores dos prédios que têm visão privilegiada. Era uma série de voltas de reconhecimento do traçado estreito e com curvas de baixa velocidade. De longe ou perto, era possível ver o espanto mesclado à surpresa.
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