Jaguar bloqueia Evans de testes do Gen4 da Fórmula E por questões contratuais

Piloto da Jaguar desde 2016, Mitch Evans ainda não teve vínculo renovado ainda e ficou fora das atividades com novo carro da Fórmula E em Monteblanco, na Espanha

A Jaguar iniciou nesta semana os primeiros testes com o carro Gen4 da Fórmula E, mas com uma ausência notável. Mitch Evans, um dos pilares da equipe desde a estreia na categoria, em 2016, não participou das atividades de desenvolvimento por ainda não ter contrato fechado para a temporada 2026/27, que marca a estreia do novo modelo. A marca britânica teve António Félix da Costa e o reserva Stoffel Vandoorne no cockpit.

A nova era da Fórmula E começou a ganhar forma nesta semana no circuito de Monteblanco, na Espanha, com os primeiros testes coletivos dos carros Gen4. Cinco fabricantes — Jaguar, Nissan, Porsche, Stellantis e Lola — participam das atividades, que começaram nesta terça-feira (11) e seguem na quinta e sábado.

O destaque ficou pela ausência de Evans. Desde que ingressou na categoria elétrica, o neozelandês se tornou o principal rosto da Jaguar. Participou de todos os campeonatos da marca e foi peça-chave no crescimento competitivo da equipe. Com a recente saída do chefe James Barclay, ele se mantém como o último nome remanescente do projeto original. Mesmo assim, confirmou que ficou de fora do primeiro contato com o carro da nova geração.

“Não, ainda não guiei o Gen4 e não estarei em Monteblanco”, afirmou Evans ao site RacingNews365 antes da sessão. “É natural. Se um piloto ainda não está garantido para o novo regulamento, você não quer que ele esteja envolvido no desenvolvimento ou atualizado sobre as mudanças”, analisou.

Mitch Evans é piloto da Jaguar desde entrada da marca britânica na categoria (Foto: Fórmula E)

“É completamente natural. Mas é algo que quero resolver logo, para poder me envolver e não ficar para trás”, seguiu.

Apesar da ausência nos testes, Evans segue como parte integral da Jaguar. Ele deixou claro que pretende seguir na equipe britânica, mas ressaltou que um possível novo acordo precisa fazer sentido para as duas partes.

“Sinto-me parte do time. Não me vejo saindo, mas, obviamente, isso precisa fazer sentido para todo mundo. Também não sei exatamente quais são os planos da equipe”, declarou.

“Foi somente uma questão de timing do contrato. Ainda há algumas opções em aberto. É claro que quero resolver isso o mais rápido possível, mas vamos cruzar essa ponte em breve”, finalizou.

Antes de tocar a pista com o carro Gen4, porém, a Fórmula E ainda disputa a temporada 2025/26, a última dos atuais Gen3 Evo. Após a realização dos testes coletivos, em Valência, a categoria inicia a disputa do campeonato no eP de São Paulo, no dia 6 de dezembro. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento IN LOCO.

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