McLaren falha em busca por investidores e causa redução de grid na Fórmula E 2025/26
Com a marca McLaren programada para deixar a Fórmula E ao fim da temporada, Ian James não conseguiu encontrar investidores que rebatizassem a equipe — e o grid da categoria será reduzido
Após falhar na busca por permanecer no grid para a próxima temporada, a McLaren — que só sustenta essa identidade até o eP de Londres — vai deixar a Fórmula E também como entidade a partir da próxima edição da categoria. Ou seja, não apenas deixará de carregar o nome da equipe inglesa, mas a operação como um todo será retirada após a procura por novos investidores não encontrar um final feliz — e o grid será reduzido para 20 carros em 2025/26.
Será a primeira vez que a Fórmula E corre com dez equipes desde a temporada 2017/18, quando o grid era composto por Audi ABT, Techeetah, DS Virgin, Mahindra, Renault, Jaguar, Venturi, NIO, Dragon e Andretti. A edição seguinte marcaria a entrada da HWA, que viraria Mercedes no ano posterior. É justamente essa a estrutura da atual McLaren, que incorporou o time alemão quando este deixou o grid.
No entanto, a McLaren decidiu se retirar como marca do campeonato para focar os esforços no WEC, projeto que se inicia em 2027. Inclusive, contratou James Barclay, chefe da Jaguar, para levar ao Mundial de Endurance. Assim, a atual entidade que compete na Fórmula E passou a buscar investidores, principalmente na figura do chefe Ian James — mas não teve sucesso.
Assim, a entrada da equipe no grid será devolvida à Fórmula E, que fica em posse desse direito até que uma nova interessada inicie conversas para competir na categoria. A operação da atual McLaren será encerrada logo após o fim do eP de Londres, que marca a última etapa da temporada atual — e com uma pintura completamente diferente. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal inglês The Race.

Estreante na primeira temporada da era Gen3, a McLaren vai se despedir oficialmente com três campeonatos completos na categoria. Neste período, conquistou uma vitória, com Sam Bird subindo ao lugar mais alto do pódio no eP de São Paulo da temporada passada.
Agora, a McLaren ainda conversa sobre alguns pagamentos pela quebra de contrato um ano antes — já que a previsão era seguir na Fórmula E até o fim da próxima temporada, pelo menos. As conversas seguem entre a entidade e a Formula E Operations, além de Nissan (fabricante de trens de força), Fortescue Zero (fornecedora de baterias) e Spark (fornecedora de chassi e peças).
A Fórmula E, agora, volta a acelerar com a rodada dupla do eP de Berlim, na Alemanha, nos dias 12 e 13 de julho. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS, no YouTube e no Kwai, e ainda faz a cobertura do evento IN LOCO, diretamente do Aeroporto de Tempelhof.
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