Rosberg reconhece influência de Williams e Wolff para ser chefe de equipe na Extreme E

Agora chefe de equipe na Fórmula E, Nico Rosberg destacou o que leva da vida de piloto e dos antigos chefes que teve na F1

Agora é oficial: Daniel Ricciardo fez aposta com o chefe Zak Brown e vai dar uma volta em um carro de Dale Earnhardt, lenda da Nascar, em caso de pódio pela McLaren (Vídeo: Reprodução/Twitter/McLaren)

O agora chefão da Rosberg X Racing, a RXR, Nico Rosberg, está em novo papel no esporte a motor: após uma vida no volante, passar a dar as cartas de seu próprio time. A RXR é uma equipe da novata Extreme E, primeira categoria off-road apenas de carros elétricos e que correrá em locais distantes das grandes cidades. Ao menos, Rosberg teve professores importantes para o novo cargo.

O campeão mundial de 2016 foi chefiado por Frank Williams nos anos de Williams e por Toto Wolff na Mercedes no auge dos embates entre ele, Rosberg, e Lewis Hamilton. Agora, no desafio de chefiar uma equipe, deixa claro que ajuda.

“Isso [a experiência com Williams e Wolff] ajuda demais na transição. Mas tem sido muito esquisito”, afirmou à revista inglesa Autosport.

Rosberg falou sobre como é a experiência de lidar com os pilotos, agora aplicada do outro lado. “Às vezes você deve ignorar completamente os erros e apenas deixa o piloto aprender por conta própria, ou você se intromete e questiona o que podemos aprender sobre isso juntos ou o que podemos melhorar juntos. Mas, certamente, nunca reclama ou dizer coisas do tipo ‘como você danificou o carro assim e o deixou de ponta cabeça?’ Seria errado, pois a confiança de um piloto é essencial”, disse.

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A RXR contará em seu carro com dois experientes pilotos para a temporada inaugural da categoria: a australiana Molly Taylor e o sueco três vezes campeão mundial de rali Johan Kristoffersson. E Rosberg deu detalhes de como anda a relação com a dupla.

“Eu tive minha dose de aprendizados pois estive do outro lado ao longo da carreira, então isso ajuda muito, o que é tão estranho. Nos testes da Extreme E, eu convidei Taylor e Kristoffersson para um jantar com os patrocinadores. E em algum momento do jantar, em nome deles, disse aos patrocinadores ‘desculpem os pilotos, eles estão cansados e precisam ir dormir’. E disse a eles para irem. Foi estranho me ver nessa posição completamente diferente quando o meu chefe de equipe costumava falar comigo desta maneira”, comentou Nico.

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A respeito do impacto socioambiental da categoria, Nico não escondeu a satisfação de fazer parte, desde o início, de um projeto que busca conscientizar a população internacional a respeito das mudanças climáticas.

“Eu amo fazer parte de algo tão visionário e inovador. E estar aqui desde o começo é muito especial. A razão para eu entrar na Extreme E é por conta que ela possui uma causa social em ajudar a levantar a preocupação com os malefícios e efeitos das mudanças climáticas nestas regiões remotas. A oportunidade que temos como campeonato é realmente ajudar a frear os impactos decorrentes das mudanças climáticas”, seguiu.

“Eu quero nos transformar em pioneiros como equipe com todos os nossos projetos impactantes. Nosso lema, como equipe, é deixar cada lugar por onde passarmos melhor do que ele estava quando chegamos. Isso é essencial”, finalizou o alemão

Vale lembrar que a categoria fará sua primeira prova neste final de semana, com o XPrix da Arábia Saudita.

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