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A F-E se desenvolve com o passar das temporadas e serve para a tecnologia EV como a F1 serviu um dia para a evolução da indústria automotiva. Por isso as novidades vão aparecendo e transformando a cara não apenas dos programas das equipes, mas sendo inseridos como ideias básicas da indústria. Um destes prováveis desenvolvimentos foi utilizado pela primeira vez pela Venturi durante o eP de Hong Kong que abriu a temporada 2016/17.
O time da montadora monegasca especializada em carros elétricos estreou um novo diodo semicondutor silício-carboneto, o SIC, para aumentar a eficiência dos monopostos. O papel do SIC é diminuir em cerca de 2 kg o peso do inversor do trem de força da Venturi em relação àquele utilizado no ano passado.
O SIC da Venturi foi desenvolvido pela ROHM, gigante japonesa produtora de peças eletrônicas, e aumenta a eficiência elétrica do carro em 1.7%, diminuindo o volume de retirada de calor dos outros componentes do monoposto em cerca de 30%. Venturi e ROHM acreditam que o material consiga suster campos elétricos melhor que o silício comum, o que resultaria em pequenas perdas de potência e maior resistência a altas temperaturas.
"Estamos muito orgulhosos de desenvolvermos nosso trem de força junto da ROHM com sua tecnologia de silício-carboneto, que pode ser a grande solução dos nossos inversores. A F-E é uma categoria de gerenciamento de potência, e a parceria com a ROHM – líder em semicondutores de potência – melhora a parte eletrônica do carro para podermos alcançar melhor desempenho com nossos motores elétricos", disse o diretor-técnico da Venturi, Frank Baldet.
A dupla da Venturi, com Sarrazin e Engel (Foto: F-E)
Ao site norte-americano 'Motorsport.com', o presidente da Comissão da FIA para Campeonatos de Novas Energias, Burkhard Göschel, afirmou que a Venturi "está fazendo exatamente o que os times precisam fazer". E seguiu. "Os avanços na engenharia elétrica são ótimos, mas num ambiente de corrida a pequisa e o desenvolvimento se acelera. Há muita oportunidade para fábricas e times se integrarem com tecnologias animadoras que te dão vantagem."
O site ainda explica que a tecnologia SIC tem por ideia tornar o sistema eletrônico menor, mais forte e rápido. O processo para criar os diodos semicondutores de silício-carboneto é feito por meio de um crescimento por cristalogênese feito por sublimação e exposição a altas temperaturas, mais ou menos 2.000 °C.
O sistema de diminuição faz com que tamanho e peso caiam, permitindo melhor distribuição de peso e menor consumo de potência. Permite que se trabalhe com maior voltagens e correntes elétricas, diminuindo a densidade de potência e as perdas de força em altas temperaturas. Assim, Venturi e ROHM esperam que o carro seja mais rápido e eficiente uma vez que a tecnologia esteja terminada – por enquanto, apesar do uso, ela segue em desenvolvimento.
Basicamente, o que se acredita é que a tecnologia do silício-carboneto vá se tornar a norma entre os carros EV de tão mais eficiente.
Na abertura da temporada, tanto Stéphane Sarrazin quanto o novato Maro Engel
pontuaram para a Venturi – respectivamente décimo e nono colocados. A temporada segue em 12 de novembro, com o eP de Marrakech.
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