Plano de privatização do Anhembi rifa Fórmula E e põe em sério risco realização da corrida em 2018

Não vai ser na quarta temporada da FE que o Anhembi vai receber seu primeiro eP. O blog de Rodrigo Mattar e o GRANDE PRÊMIO confirmaram que, por conta do impasse a respeito da privatização do complexo que contempla o sambódromo, a categoria não vai lá realizar a prova marcada para março, o que tende a levar a seu cancelamento – já que não há nenhum plano B no momento

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A corrida da Fórmula E que estava prevista para 17 de março não vai mais acontecer — pelo menos no Anhembi. O Blog do Rodrigo Mattar e o GRANDE PRÊMIO confirmaram a informação nesta quarta-feira (29) e souberam que os motivos para o local ser rifado e o possível cancelamento da prova se devem ao plano de privatização que o prefeito da cidade, João Doria (PSDB-SP), tenta impor ao complexo do Anhembi e que a SPTuris e a Fórmula E resolveram postergá-la para 2019 para permitir a elaboração de um projeto, levando em consideração as posições de um possível novo proprietário do local.

Por telefone, a assessoria da SP Turis informou ao GRANDE PRÊMIO que em nenhum momento a data de 17 de março, o sábado da corrida, foi reservada para sua realização. O GP havia confirmado que a corrida seria realizada em 9 de março. A ratificação da FE aconteceu em 19 de junho.

Blog do Rodrigo Mattar: tudo sobre o possível cancelamento da Fórmula E no Brasil

Sébastien Buemi (Foto: F-E)

As negociações

No início do ano, o GRANDE PRÊMIO adiantou as conversas entre a cidade de São Paulo e a categoria dos carros elétricos para a entrada do Brasil no calendário. A capital paulista e a F-E se acertaram após o diretor-executivo da Formula E Holdings, Alejandro Agag, passar pela cidade em fevereiro e se reunir com o piloto Lucas Di Grassi e representantes da SPTuris – empresa de capital misto que tem a Prefeitura como sócia majoritária e administra equipamentos como o autódromo de Interlagos e o complexo do Anhembi. Após o acerto, o prefeito João Doria deu sinal verde para a realização da prova, que ele considera importante para a cidade do ponto de vista de promoção e turismo.

Embora com um traçado diferente do que a Indy utilizou quando correu em São Paulo entre 2010 e 2013, ficou acordado na época que a FE teria o Sambódromo do Anhembi como palco de suas atividades – o local também foi confirmado por Agag ao GRANDE PRÊMIO. A Marginal Tietê — para, como preconiza a F-E, não causar muitas dores de cabeça para a cidade-sede – ficou de fora do projeto. A avenida Olavo Fontoura, que passa atrás do Sambódromo, passaria a ser usada.

O Brasil esteve no calendário da F-E antes do começo da primeira temporada da categoria. Um possível eP do Rio de Janeiro teria uma pista montada no Aterro do Flamengo, mas um acordo com a cidade, envolvida com Copa do Mundo e Olimpíadas, nunca foi finalizado.

Nelsinho Piquet na Jaguar (Foto: Formula E)

A Indy

A segunda chegada da Indy ao Brasil – a primeira aconteceu no oval de Jacarepaguá, hoje morto – aconteceu em 2010 num circuito montado no famoso palco do sambódromo paulistano e de suas ruas contíguas: a Marginal do Tietê, com uma reta de 1,8 km, e a Av. Olavo Fontoura. Nos primeiros dois anos, a prova foi marcada pela chuva e pela má drenagem da pista, o que levou a edição de 2011 a ser adiada para a manhã da segunda-feira. Will Power foi o vencedor do triênio 2010-2012. Na edição de 2013, a ultrapassagem na última curva de James Hinchcliffe sobre Takuma Sato coroou o fim de semana que parecia atestar o alcance do ponto correto na organização.

Só que, no fim daquele mesmo ano, a TV Bandeirantes, então promotora do evento ao lado da prefeitura de São Paulo, decidiu cancelar a prova da Indy para 2014. O contrato previa a realização da SP Indy 300 até 2019. 

FIM DE UMA GERAÇÃO

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